A Polícia Civil do Paraná procura o proprietário de uma loja de revenda de veículos suspeito de aplicar golpes em vários clientes em Curitiba. Ele teria vendido carros de terceiros, não repassado o dinheiro aos donos, esvaziado o estabelecimento no bairro Vila Isabel e desaparecido após deixar um bilhete na porta com a mensagem 'fui almoçar'.
O empresário Fábio Kienen é uma das vítimas. Ele anunciou o carro na internet e, poucos dias depois, o revendedor o procurou dizendo que tinha um comprador interessado no veículo.
Segundo Fábio, o responsável pela loja explicou que o cliente aguardava o recebimento do seguro de um carro anterior para concluir o pagamento. Na prática, o revendedor já tinha vendido o veículo para uma loja de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e o carro foi repassado a outro comprador sem que o valor chegasse ao verdadeiro proprietário.
Loja foi esvaziada antes do feriado
A revenda funcionava na rua Professor Ulisses Vieira, no bairro Vila Isabel. Moradores da região relataram que, pouco antes do feriado de 1º de maio, o empresário esteve no local durante a madrugada e retirou carros, documentos e até os móveis do escritório.
Na porta, ele teria deixado apenas um bilhete com a frase 'fui almoçar'. Desde então, o estabelecimento não reabriu e o homem não atendeu mais ligações de clientes e fornecedores, relatam as vítimas.
Prejuízos para donos de veículos
Ao todo, Fábio afirma que recebeu somente R$ 15 mil de entrada pelo negócio. Ele calcula um prejuízo de pelo menos R$ 85 mil, já que ficou sem o carro e sem o restante do pagamento.
Segundo as denúncias, outros clientes que deixaram veículos em consignação na loja afirmam não ter recebido os valores das vendas. Parte das vítimas já procurou a polícia para registrar boletim de ocorrência e apresentar documentos das negociações.
Inquérito em andamento
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar as denúncias contra o revendedor. O caso é conduzido pelo delegado José Pinhão, que coordena as diligências para identificar todas as pessoas prejudicadas.
De acordo com a corporação, as equipes tentam localizar o paradeiro do empresário, que até o momento não se apresentou. As autoridades orientam que quem tiver feito negócios com a loja e se sentir lesado procure uma delegacia para relatar o caso e auxiliar na investigação.
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