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Estudante é preso por morte após procedimento estético no Paraná

Suspeito de 21 anos, indiciado por homicídio e exercício ilegal da medicina, continuava a fazer intervenções invasivas em Curitiba

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 09:28 • Atualizado em 01/04/2026 • 09:28

PCPR prende estudante por exercício ilegal da medicina em Curitiba

PCPR prende estudante por exercício ilegal da medicina em Curitiba

Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (1), em Curitiba, um estudante de 21 anos suspeito de exercer ilegalmente a medicina e já indiciado pela morte de uma mulher de 66 anos após complicações de um procedimento estético.

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Segundo a investigação, mesmo após ser alvo de inquérito pelo óbito, o suspeito seguia em liberdade e continuava realizando atendimentos estéticos invasivos na capital.

Suspeito voltou a atender mesmo investigado

De acordo com a polícia, denúncias indicaram que o universitário, aluno de biomedicina, manteve a prática ilegal mesmo após o caso da morte da paciente. A continuidade dos atendimentos foi determinante para o pedido de prisão preventiva.

Na manhã desta quarta-feira, equipes cumpriram mandados de prisão e de busca no endereço do investigado, em Curitiba.

Materiais apreendidos

Durante a operação, os policiais apreenderam medicamentos e instrumentos utilizados nos procedimentos, incluindo seringas novas e usadas. Segundo a PCPR, os materiais eram empregados no exercício ilegal da medicina.

Procedimento que levou à morte

Em maio de 2025, o estudante atendeu a vítima de 66 anos e se apresentou como dentista e biomédico.

Durante o atendimento, ele realizou procedimentos invasivos como aplicação de plasma facial, lipo de papada e lipoenxertia nos seios. Os atendimentos ocorreram em clínicas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral, em Curitiba.

Complicações e morte

O último procedimento resultou em complicações graves. A paciente morreu em 2 de outubro após choque séptico e infecção de pele e partes moles.

Antes do óbito, ela passou por uma mastectomia total, com retirada completa das mamas e de parte do tórax, na tentativa de conter a infecção.

Após a investigação, o estudante foi indiciado por homicídio e exercício ilegal da medicina. Ele permanece à disposição da Justiça.