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Família contesta morte de brasileira na Espanha e pede investigação

Gisele, 32, foi achada enforcada em apartamento em Oliva; parentes questionam versão de suicídio dada pelo namorado

João Marcelo
JOÃO MARCELO

13/04/2026 • 18:16 • Atualizado em 13/04/2026 • 18:16

Família contesta versão de suicídio de Gisele

Família contesta versão de suicídio de Gisele

Foto: Redes Sociais

A brasileira Gisele Fernanda Teodoro Meira, de 32 anos, nascida em Curitiba, foi encontrada morta no dia 30 de março no quarto do apartamento onde morava com o namorado, em Oliva, cidade litorânea próxima a Valência, no leste da Espanha.

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Gisele se mudou para a Europa no ano passado com o namorado, Joel Lewandowski, em busca de uma vida diferente. Em um vídeo gravado já na Espanha, ela afirmou que havia decidido imigrar para mudar de vida e que pretendia mostrar "uma brasileira na Europa, como é a minha vida".

No dia 30 de março, Joel chamou o serviço de emergência em Oliva e relatou, segundo a família, que havia ido à academia e, ao voltar para casa, encontrou a companheira pendurada por uma corda no quarto. A cena indicaria um possível suicídio, versão que os parentes contestam.

Família questiona atendimento e cobra polícia

Jovem morreu na Espanha.

Jovem morreu na Espanha.

Os familiares dizem não acreditar que Gisele tenha tirado a própria vida e cobram uma investigação formal das autoridades espanholas. Eles também criticam o fato de a polícia não ter sido acionada no dia da morte, apenas a equipe de socorristas.

Para a advogada da família, Carina Goiatá, houve falha no protocolo. "Onde já se viu o socorrista atender e o socorrista não chamar a polícia? Isso é protocolo. Deveria ter chamado, feito o local do crime, tirado as fotos do local", afirma.

Mudança para Oliva e situação do imóvel

Nascida em Curitiba, Gisele vendeu o carro e pagou o aluguel adiantado para se mudar para Oliva em dezembro, de acordo com relatos da família. A cidade fica na costa leste da Espanha, próxima a Valência.

Ainda segundo os parentes, quando o casal chegou ao imóvel alugado, o apartamento já estava ocupado por dois imigrantes. Desde então, os quatro dividiam o mesmo espaço.

Pressão por depoimento e repatriação do corpo

Agora, a família pede que Joel preste depoimento às autoridades espanholas antes de deixar o país. Os parentes querem esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte da brasileira.

Os familiares também organizaram uma vaquinha on-line para custear o traslado do corpo de Gisele ao Brasil, desde que o processo inclua perícia completa.

"A liberação do corpo não vai ser feita enquanto esse corpo não for investigado, não for feita uma necropsia nele. Um laudo. Se ele está como morte suspeita então o que aconteceu? Cadê a investigação?", questiona a advogada Carina Goiatá.