Band Paraná

Família de primas desaparecidas no Paraná recebe trotes

Sttela e Letycia, de Cianorte, sumiram em abril; Polícia Civil identificou novas testemunhas no caso

Da redação
DA REDAÇÃO

15/05/2026 • 18:45 • Atualizado em 15/05/2026 • 19:10

Familiares das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, relatam que têm recebido trotes desde o desaparecimento das jovens no Paraná. Elas estão desaparecidas desde a madrugada de 21 de abril, após saírem de Cianorte, no Noroeste do estado.

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Segundo reportagem da Band Maringá, as ligações falsas aumentam a angústia da família, atrapalham as investigações e abalam ainda mais os parentes, que seguem sem respostas sobre o paradeiro das duas jovens.

Polícia Civil ouve novas testemunhas

A Polícia Civil do Paraná informou nesta sexta-feira (15) que novas testemunhas foram identificadas e começaram a ser ouvidas na investigação sobre o desaparecimento de Sttela e Letycia.

Essa semana, a corporação também divulgou novas imagens de câmera de segurança que mostram as primas na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, suspeito do crime, em uma boate de Paranavaí, na madrugada de 21 de abril.

A Polícia Civil também realiza novas oitivas e coleta depoimentos de pessoas identificadas durante a apuração.

O que se sabe sobre o desaparecimento

Sttela e Letycia deixaram Cianorte na noite de 20 de abril. Segundo a investigação, elas disseram que iriam a uma festa na região de Maringá e que talvez seguissem até Porto Rico.

Ainda conforme a apuração, as duas entraram em uma caminhonete preta conduzida pelo principal suspeito. A polícia investiga a informação de que ele teria usado um nome falso para se aproximar das vítimas.

Imagens de câmeras de segurança registraram o veículo circulando pela região Noroeste. Já na madrugada de 21 de abril, as jovens e o suspeito estiveram em uma casa noturna de Paranavaí.

Última atividade digital das jovens

Sttela, Letycia e o suspeito entraram na boate por volta de 1h10 da madrugada. Pouco antes, uma das jovens publicou uma foto nas redes sociais dentro do veículo, ao lado do homem investigado.

Segundo a Polícia Civil, a última atividade digital das primas ocorreu às 3h17 daquela madrugada. Depois desse horário, não houve novas mensagens, ligações ou movimentações nas redes sociais.

O desaparecimento foi registrado oficialmente em 23 de abril, na 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. Desde então, a polícia realiza diligências, análise de imagens, rastreamento de celulares e coleta de depoimentos.

Buscas seguem no Noroeste do Paraná

Nos últimos dias, as buscas se concentraram em Paranavaí e em áreas rurais da região. Segundo a investigação, o celular de uma das jovens teria emitido o último sinal de internet naquele trecho.

As operações contam com drones, cães farejadores, equipes em terra e varreduras em propriedades rurais e áreas de mata. Até o momento, nenhum vestígio concreto das jovens foi localizado.

Principal suspeito está foragido

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil apurou que o principal suspeito teria retornado sozinho a Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril. A caminhonete usada no trajeto foi abandonada depois e, segundo a investigação, seria clonada.

Depois disso, o homem desapareceu novamente, desta vez usando uma motocicleta. Ele segue foragido.

A Polícia Civil também informou que o suspeito possui histórico criminal, com registros por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, roubo agravado, cárcere privado e uso de identidade falsa.

Caso é tratado como possível duplo homicídio

No dia 29 de abril, a investigação passou a tratar o desaparecimento como possível duplo homicídio. A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito, mas ele ainda não foi localizado.

Apesar da principal linha de investigação apontar para homicídio, a Polícia Civil informou que outras hipóteses não estão descartadas, como sequestro ou cárcere privado.

A Polícia Civil mantém diligências sigilosas para tentar localizar Sttela e Letycia e prender o suspeito. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181, 190 e 197.