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Gangue do Rolex: Relógios iam para mercado paralelo em São Paulo

Investigações começaram após vítima ser seguida no trânsito e levaram à prisão de cinco suspeitos e à apreensão de armas e joias

João Marcelo
JOÃO MARCELO

27/02/2026 • 19:01 • Atualizado em 27/02/2026 • 19:01

A Polícia Civil prendeu cinco integrantes de uma organização criminosa especializada em roubar relógios de luxo após investigação iniciada no ano passado, quando uma mulher teve o acessório tomado dentro do carro parado no trânsito, em uma ação "direcionada" atribuída, segundo o delegado Fernando Zamoner, a um grupo de São Paulo que atua em todo o país.

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No caso que deu origem à apuração, a vítima tirou o relógio do pulso e o jogou no chão do veículo para tentar escondê-lo, mas o assaltante afirmou que tinha visto o objeto e ordenou que ela apanhasse e entregasse o bem, relatou Zamoner.

Para o delegado, o modo de agir demonstrou que os criminosos já sabiam que a mulher usava o acessório e indicou se tratar de uma modalidade de crime praticada por uma quadrilha paulista que, conforme ele descreve, envia integrantes para diferentes estados com a missão de subtrair relógios de alto valor.

Vítimas observadas e padrão de atuação

As investigações apontam que as vítimas eram observadas momentos antes da abordagem e seguiam um mesmo perfil: pessoas em carros de alto valor e que exibiam relógios sofisticados.

Entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, a polícia identificou pelo menos outras cinco ocorrências semelhantes atribuídas ao mesmo grupo criminoso.

Na operação que resultou nas prisões, os agentes apreenderam cinco relógios, colete balístico, armas, munições e placas adulteradas, que, de acordo com a polícia, serviam para dificultar o rastreamento dos veículos usados nos assaltos.

Relógios iam para mercado paralelo em São Paulo

Segundo a apuração, os relógios roubados seguiam para São Paulo, onde entravam no mercado paralelo. A polícia pretende aprofundar a investigação para identificar também os possíveis receptadores dos produtos.

Zamoner lembra que a legislação pune tanto quem participa diretamente do roubo quanto quem compra os bens de origem ilícita. "A lei pune tanto o autor do roubo ou do furto do bem quanto quem ilegalmente adquire esse tipo de bem, que é o fomento para a prática do crime", afirma.

Ele reforça que "só vai haver o furto, haver o roubo enquanto houver alguém disposto a comprar produtos de origem ilícita ou ao menos de origem duvidosa" e orienta a população a não adquirir itens sem procedência comprovada.