Resumo
O lançamento das pré-candidaturas de Gleisi Hoffmann ao Senado e de Requião Filho ao governo do Paraná reuniu apoiadores em Curitiba, com discursos marcados por críticas a Sergio Moro, Flávio Bolsonaro e à administração de Ratinho Junior, além da defesa de investimentos federais em saúde e educação no estado.
Ataques de Gleisi Hoffmann destacaram o histórico político de Sergio Moro, sua tentativa frustrada de concorrer ao Senado por São Paulo, a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e críticas ao projeto do deputado Filipe Barros, apontado como benéfico ao banco Master, além da defesa da aprovação da PEC da segurança para aprimorar o sistema de segurança pública.
Críticas de Requião Filho focaram na gestão de Ratinho Junior na segurança pública, apontando deficiências apesar dos investimentos anunciados, destacando a necessidade de inteligência, valorização dos agentes e propostas como ICMS zero para pequenas empresas, apoio ao setor agrícola e reforço em saúde e educação, enquanto questionou a falta de propostas claras de Sergio Moro para o estado.
O lançamento das pré-candidaturas de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado e de Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná, neste sábado, reuniu aliados em um ato marcado por críticas a Sergio Moro (PL), a Flávio Bolsonaro (PL) e à gestão do governador Ratinho Junior (PSD), no mesmo local onde adversários fizeram evento na noite anterior.
Ataques a Sergio Moro e Flávio Bolsonaro
Do palco, Gleisi Hoffmann afirmou que Sergio Moro nunca se interessou pelo país e que tem apenas um projeto de poder. Ela citou a saída do ex-juiz da Lava Jato do governo Jair Bolsonaro, a atual aliança com o filho do ex-presidente e relembrou a tentativa frustrada de Moro de disputar o Senado por São Paulo em 2022, barrada pela Justiça Eleitoral por falta de domicílio eleitoral.
A deputada também mencionou a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e o projeto apresentado pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado, que, segundo ela, beneficiaria o banco Master. Gleisi disse que considera um “dever histórico” impedir que Moro chegue ao governo do Paraná e classificou os discursos de opositores como vazios e cheios de ódio.
Ela defendeu os investimentos do governo federal no estado nas áreas de saúde e educação e colocou a segurança pública como prioridade. A petista cobrou a aprovação da chamada PEC da segurança, que, de acordo com sua avaliação, organiza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), define o papel de cada ente federado e garante a repartição de recursos.
“Nós temos que aprovar a PEC da segurança, que organiza o SUSP, reparte o dinheiro entre os entes federados e coloca o papel de cada um. Por exemplo, a inteligência é fundamental. Antes de ontem nós fizemos uma grande operação que envolveu Receita Federal, Polícia Federal e o GAECO de São Paulo para desbaratar uma quadrilha do PCC que estava no sistema financeiro e empresarial, lavando dinheiro através de uma rede de postos de gasolina”, afirmou.
Medida dos EUA e acusações contra Flávio Bolsonaro
Questionada sobre o movimento do governo norte-americano que classificou facções criminosas como grupos terroristas, Gleisi defendeu a soberania do Brasil e acusou Flávio Bolsonaro de atuar, em sua visão, de forma lesiva ao país.
“Quem está atuando para favorecer o crime organizado é ele, Flávio Bolsonaro, porque se ele quisesse mesmo transformar o PCC e o CV em organizações terroristas ele tinha feito no governo do pai dele. Eles ficaram quatro anos e nunca articularam com os americanos para fazer isso. Por quê? Porque com certeza o pessoal da economia disse ‘não faça, porque senão vai prejudicar o Brasil’. E já estamos começando a ver empresários e o pessoal da área financeira dizendo os prejuízos que vão ter”, declarou.
Requião Filho critica Ratinho Junior e mira Sergio Moro
Pré-candidato ao governo, Requião Filho direcionou críticas à gestão de Ratinho Junior na segurança pública. Ele citou dados do Atlas da Segurança, divulgado nesta semana, para argumentar que os resultados atuais não correspondem aos investimentos anunciados.
“O que nós temos hoje é um governo que investe em segurança comprando viaturas. Não é assim que a gente resolve o problema. É com inteligência e cuidando, antes de mais nada, dos agentes de segurança. Nós temos que ter mais policiais, policiais mais bem pagos, mais preparados e trabalhando mais tranquilos”, disse.
O deputado estadual comemorou aparecer em segundo lugar nas pesquisas e afirmou que Sergio Moro, seu principal adversário, não apresenta propostas claras para o estado. Requião Filho defendeu ICMS zero para pequenas empresas, apoio a agricultores e mais recursos para saúde e educação.
“Então imagine um estado caminhando junto com o governo federal. O Paraná é um estado incrível e, apesar do Ratinho, ele vai muito bem. Se nós tivermos um governo estadual e um governo federal caminhando juntos, investindo de verdade onde importa, onde faz a diferença, o Paraná será ainda maior”, avaliou.
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