
Procurado pela polícia, golpista pode ter fugido para Santa Catarina
Foto: Band Paraná
O “golpista do amor”, como ficou conhecido Wissan Fadel Hanna, segue foragido e com mandado de prisão em aberto desde agosto. Não há informações sobre o seu paradeiro. Ele suspeito de de aplicar um golpe de mais de R$ 1 milhão contra mulheres em Curitiba.
Relembre o caso
De acordo com as investigações, Wissan se apresentava como empresário bem-sucedido e usava o relacionamento amoroso como ferramenta de manipulação.Ele prometia investimentos e negócios lucrativos, ganhava a confiança das vítimas e, em seguida, se apropriava de bens e dinheiro.
Uma das vítimas, a corretora de imóveis Hellen Stall, contou que vendeu o apartamento e o carro, além de liberar acesso às próprias contas bancárias, acreditando que o dinheiro seria aplicado em negócios legítimos.
“Eu vivo com medo. Ele me ameaçou de morte”, relatou Hellen à Band Paraná em entrevista em agosto.
Outras vítimas registraram ocorrência
Segundo a Polícia Civil, outras mulheres registraram boletins de ocorrência contra Wissan. Ele chegou a ser preso por ameaça, pagou fiança e foi liberado, mas desde então não foi mais encontrado.
As autoridades acreditam que o número de vítimas pode ser maior e reforçam que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser repassada de forma anônima à polícia.
Homem investigado por estelionato sentimental preso
Na semana passada, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), com o apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), prendeu preventivamente um homem, de 50 anos, investigado pela prática do crime de estelionato ocorrido em Curitiba. A prisão aconteceu em Taboão da Serra, em São Paulo.
Segundo o delegado da PCPR Pablo Andrade Amorim os fatos ocorreram em 2024 e envolvem uma mulher, de 68, com quem o investigado manteve um relacionamento por aproximadamente sete meses.
Durante esse período, ele direcionava as conversas e interações com a vítima para assuntos patrimoniais, envolvendo promessas de casamento e aquisição de imóveis em conjunto.
Com o vínculo estabelecido, o investigado passou a realizar fraudes financeiras em nome da vítima, incluindo a contratação de empréstimos, financiamento de veículos, abertura de contas bancárias e emissão de cartões de crédito sem o consentimento dela.
“O homem chegou a emitir convites de casamento e distribuí-los aos familiares da vítima, a fim de reforçar a aparência de legitimidade do relacionamento”, explica.
A investigação também apontou que o indivíduo mantinha atividades criminosas atuais, utilizando diversas linhas telefônicas registradas em seu nome em estados como Paraná, São Paulo e Bahia, para dificultar sua localização e aplicar novos golpes.
O investigado possui histórico criminal pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica em diferentes estados, além de condenações anteriores. Ele era procurado pela Justiça e teve a prisão preventiva decretada a pedido da PCPR.
Após sua localização, a PCPR acionou a PCSP, que cumpriu o mandado de prisão. O homem será recambiado ao Paraná e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Golpes afetivos em crescimento
Casos como esse têm se multiplicado em todo o país, com criminosos que exploram vínculos emocionais para obter vantagens financeiras. Especialistas alertam que, diante de pedidos de dinheiro, promessas de investimentos ou comportamento controlador, é importante desconfiar e buscar ajuda.
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