Band Paraná

Golpista do CNPJ é preso em Curitiba suspeito de enganar empresas

Jovem usava dados de empresas para compras fraudulentas; prisão foi em flagrante

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

19/06/2026 • 09:14 • Atualizado em 19/06/2026 • 09:39

A Polícia Civil do Paraná prendeu em flagrante um jovem suspeito de usar dados de cadastro de empresas para realizar compras de produtos em nome dessas companhias, após um empresário perceber desvios em pedidos e procurar o plantão da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A prisão foi em Curitiba na noite desta quinta-feira, 18.

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Como funcionava o esquema

De acordo com as informações repassadas pela corporação, o suspeito utilizava dados cadastrais de diferentes empresas para levantar quanto cada uma poderia gastar mensalmente em compras. Com base nesse limite, ele incluía pedidos de mercadorias em nome das empresas, sem autorização dos responsáveis.

Essas compras, segundo a investigação inicial, eram direcionadas para locais em que o jovem podia receber os produtos. Em uma dessas entregas, a equipe policial chegou ao endereço indicado e encontrou o suspeito no momento em que ele recebia a encomenda.

Empresário percebeu desvio em compras

Segundo relato do empresário envolvido no caso, ele notou um desvio nas compras realizadas em nome da empresa e decidiu procurar o plantão da DHPP. A partir dessa comunicação, os policiais organizaram a abordagem para acompanhar a entrega do produto suspeito.

A Polícia Civil do Paraná, por meio da PCPR, foi até o local indicado para a entrega, onde o jovem se apresentava como responsável pela retirada da mercadoria. No momento em que ele recebeu o produto, os agentes deram voz de prisão em flagrante.

Na casa do suspeito, na rua José Wosch Sobrinho, bairro Tingui, diversas mercadoras de origem suspeita. O material é avaliado em R$ 24 mil .

Suspeito atribui ação a cunhado

Ao ser abordado, o homem afirmou aos policiais que apenas havia ido até o endereço para buscar o produto e que toda a operação seria responsabilidade do cunhado. Ele alegou que não era o idealizador do golpe e que apenas seguia orientações do parente.

A PCPR informou que tentou localizar o outro envolvido mencionado pelo suspeito, apontado como cunhado, mas não o encontrou. As diligências continuam para identificar a participação de possíveis comparsas e mapear se outras empresas sofreram prejuízos.

O caso é investigado como estelionato, crime previsto no Código Penal brasileiro. As autoridades destacam que o jovem foi preso em flagrante e ficará à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil analisa os documentos e registros de compras feitos em nome das empresas para quantificar os danos causados.