Um homem morreu em confronto armado durante operação deflagrada pela polícia nesta sexta-feira no bairro Parolin, em Curitiba (PR), contra um grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios.
As investigações começaram em junho de 2025 e apontaram que a organização consolidou o domínio territorial no Parolin após um violento confronto com uma organização criminosa rival, passando a controlar o comércio de drogas na região.
Segundo a polícia, criminosos usavam residências do bairro como depósitos de drogas e armas, além de base logística para a distribuição dos entorpecentes e para o planejamento de outros delitos.
Domínio do bairro e esquema financeiro
A apuração revelou ainda um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. Conforme os investigadores, o grupo enviava os lucros do tráfico ao Nordeste para sustentar o padrão de vida luxuoso das lideranças, que não tinham renda formal.
Para ocultar a origem ilícita dos valores, integrantes utilizavam familiares, empresas de fachada e contas bancárias intermediárias. Eles fracionavam depósitos em caixas eletrônicos e lotéricas e, depois, transferiam o dinheiro entre diversas contas para dificultar o rastreamento.
Em uma ação anterior ligada à mesma investigação, policiais localizaram uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, também em Curitiba. No imóvel, as equipes apreenderam R$ 493 mil em espécie, além de crack, cocaína, maconha e máquinas de contagem de cédulas.
Suspeita de homicídios na Grande Curitiba
Além do tráfico, o grupo é suspeito de envolvimento em homicídios na capital e na Região Metropolitana de Curitiba. Entre os casos investigados está o assassinato de um líder de organização rival e do filho dele, em março de 2026, em Almirante Tamandaré.
Apontado pelos investigadores como um dos principais líderes do tráfico no Parolin, um suspeito de executar pai e filho nesse crime em Almirante Tamandaré foi preso no âmbito da operação.
Integração entre forças de segurança
Durante a ofensiva desta sexta-feira, a polícia realizou prisões, registrou o óbito em confronto e recolheu grande quantidade de dinheiro em espécie.
Segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, comandante de Missões Especiais da Polícia Militar do Paraná (PMPR), a integração entre as forças de segurança foi fundamental para o resultado da ação.
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