Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em 2025 mostra que o Paraná está envelhecendo: em uma década, o número de moradores com 60 anos ou mais passou de cerca de 1,3 milhão para quase 2 milhões, e cresceu também a fatia da população que vive sozinha no estado.
Segundo os dados, o Paraná é o quinto estado mais populoso do país, com quase 12 milhões de habitantes. Dentro desse universo, a expansão do grupo de idosos se destaca e indica uma mudança gradual na estrutura etária da população paranaense.
Paraná já tem quase 2 milhões de idosos
Em 2012, viviam no estado aproximadamente 1,3 milhão de pessoas com 60 anos ou mais. O novo levantamento aponta que esse contingente se aproxima agora de 2 milhões de moradores, o que representa um crescimento em período relativamente curto.
De acordo com o porta-voz do IBGE, Elias Guilherme Ricardo, o perfil dessa população idosa também mudou ao longo dos últimos anos. Na avaliação dele, muitos seguem trabalhando e mantendo uma rotina ativa, fator que tende a influenciar a organização das cidades e a demanda por serviços específicos.
Ricardo ressalta que o envelhecimento com maior participação social e econômica exige adaptações em áreas como saúde, transporte público, previdência e programas de assistência. Ele aponta que o poder público precisa considerar essa realidade no planejamento das políticas voltadas à população acima de 60 anos.
Cresce número de paranaenses que moram sozinhos
O levantamento do IBGE mostra ainda um avanço no total de pessoas que moram sozinhas no Paraná. Em 2012, cerca de 11% dos moradores viviam nessa condição; em 2025, esse percentual supera 18%, o que indica mudança nos arranjos familiares.
Conforme observa o porta-voz do instituto, a pandemia pode ter contribuído para esse movimento, ao acelerar decisões de mudança de casa, separações e a opção por morar sozinho. Ele destaca que o fenômeno atinge diferentes faixas etárias, mas ganha relevância entre os idosos.
Para o IBGE, os dados sobre envelhecimento e aumento de domicílios unipessoais reforçam a necessidade de ampliar redes de apoio, serviços de saúde e ações voltadas ao combate ao isolamento social. O instituto avalia que acompanhar essas transformações é essencial para orientar políticas públicas no Paraná nos próximos anos
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