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Júri em Rolândia julga primo acusado de queimar e matar Franciele

Réu responde por homicídio qualificado; vítima sofreu queimaduras em 85% do corpo após oferecer carona

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 16:13 • Atualizado em 29/04/2026 • 16:13

O Tribunal do Júri de Rolândia, no norte do Paraná, julga nesta quarta-feira (28) Davisson de Almeida, acusado de matar a prima Franciele Gonçales Bigarelli, de 41 anos, em fevereiro de 2023, em um crime que envolve incêndio do carro e do corpo da vítima.

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Crime chocou moradores em 2023

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), Franciele ofereceu carona ao primo para uma suposta internação em uma clínica de reabilitação. Durante o trajeto, ele teria imobilizado a vítima, incendiado o veículo e provocado queimaduras em 85% do corpo dela.

A vítima recebeu atendimento médico, permaneceu internada por alguns dias e morreu em decorrência das lesões. A acusação enquadra o caso como homicídio qualificado, com agravantes de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Em situações como essa, o Tribunal do Júri analisa crimes dolosos contra a vida, cabendo aos jurados avaliar as provas apresentadas e definir se o réu cometeu ou não o crime descrito na denúncia.

Acusação fala em emboscada ligada a entorpecentes

Segundo o MPPR, o crime teria sido premeditado e motivado por questões relacionadas ao uso de entorpecentes por parte de Davisson. A tese da acusação se baseia no depoimento prestado por Franciele ainda no hospital e em provas periciais colhidas no local do fato.

Conforme apontam os investigadores da Polícia Civil do Paraná (PCPR), os elementos técnicos buscam demonstrar que a vítima foi surpreendida e não teve condições de se defender. Para a acusação, o cenário indica uma emboscada, e não um acidente ou ato voluntário de Franciele.

Defesa fala em relacionamento afetivo e ato da própria vítima

A defesa de Davisson apresenta uma versão oposta. Os advogados afirmam que os dois mantinham um relacionamento afetivo e que o incêndio teria começado após uma discussão dentro do carro.

Na visão da defesa, Franciele teria ateado fogo em si mesma durante o desentendimento, o que também teria provocado queimaduras em Davisson. A perícia técnica e a PCPR, porém, procuram afastar essa hipótese, com base na dinâmica do fogo, nos vestígios no veículo e nas lesões constatadas.

Julgamento tem reforço na segurança do Fórum

Davisson de Almeida está detido na Casa de Custódia de Londrina (CCL) desde que recebeu alta das queimaduras sofridas no mesmo episódio. Ele foi levado ao Fórum de Rolândia para acompanhar o julgamento presencialmente.

A sessão ocorre sob reforço da segurança pública, em razão da repercussão do caso na região. O júri popular, formado por sete cidadãos, ouvirá testemunhas, acusação, defesa e o próprio réu antes de se reunir para deliberar.

A expectativa no Fórum é que a sentença seja proferida ainda nesta quarta-feira (28), após a votação dos jurados e a leitura da decisão pelo juiz que preside o Tribunal do Júri.