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Justiça mantém prisão de soldado Sancho detido em operação do Gaeco

PM investigado segue preso após decisão que converteu flagrante em preventiva, em Curitiba

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 21:43 • Atualizado em 08/04/2026 • 21:43

Soldado Sancho foi preso em Curitiba

Soldado Sancho foi preso em Curitiba

Foto: Redes Sociais

A Justiça Militar manteve a prisão do soldado da Polícia Militar do Paraná, Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, conhecido como Soldado Sancho, após converter a prisão em flagrante em preventiva. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), em Curitiba.

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O policial segue detido enquanto avançam as investigações relacionadas à Operação Zona Sul, conduzida pelo Gaeco em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Decisão da Justiça mantém policial preso

De acordo com mandado expedido pela Vara da Auditoria da Justiça Militar, a prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.

A decisão também considera antecedentes e a existência de outras apurações em andamento, apontando risco de reiteração de condutas.

Com isso, o policial permanece recolhido em unidade da Polícia Militar, à disposição da Justiça.

Relembre o caso

O soldado foi preso em flagrante durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Hauer.

Durante a ação, equipes do Gaeco e da Corregedoria encontraram dezenas de munições de diferentes calibres e duas granadas no local. Segundo o boletim da corporação, o próprio policial indicou onde o material estava guardado.

O militar afirmou que os itens seriam oriundos de treinamentos com agentes de outra instituição.

Defesa contesta e aguarda decisão

A defesa do policial afirma que ele atua como instrutor de tiro e que o material apreendido é compatível com a atividade. O advogado sustenta que a legalidade dos itens será comprovada no processo.

Sobre a Operação do Gaeco

Em Curitiba, o núcleo local do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná cumpriu quatro mandados de busca e apreensão com o objetivo de apurar o possível cometimento, de forma reiterada, dos crimes de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica por três policiais militares.

O cumprimento dos mandados, expedidos pela Vara de Auditoria da Justiça Militar, contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. Três mandados foram cumpridos nas residências dos investigados, e um, na unidade militar em que estão lotados na capital.

Foram apreendidos telefones celulares e outros itens de armazenamento eletrônico, cujo conteúdo poderá auxiliar na apuração dos fatos. Nas residências de dois dos investigados, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Já em armários sem identificação na unidade da Polícia Militar, foram localizados simulacros de arma de fogo, munições irregulares, maconha, crack e cocaína.