
Soldado Sancho foi preso em Curitiba
Foto: Redes Sociais
Equipes do Gaeco e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná prenderam em flagrante, nesta terça-feira, 7, o soldado Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, conhecido como Soldado Sancho nas redes sociais, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão ligado à Operação Zona Sul, na residência do policial no bairro Hauer, em Curitiba.
Como foi o cumprimento do mandado

Soldado é bem presente nas redes sociais
De acordo com boletim de ocorrência da própria corporação, os agentes cumpriram ordem judicial expedida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual de Curitiba. As buscas ocorreram com o acompanhamento do soldado e de sua esposa, também policial militar.
Segundo o registro, o próprio Sancho indicou que havia munições e duas granadas em um armário no quarto do casal. Uma das granadas era da marca Condor, modelo GB-707, e a outra era descrita como granada de instrução. Ainda conforme o documento, o militar afirmou que as munições seriam originárias da Polícia Civil e que as teria recebido em instruções realizadas com agentes daquela instituição.
Os investigadores recolheram dezenas de munições de calibres 9mm, 12, .32 e .380, além de uma recarga de munição, e apreenderam tanto o armamento institucional quanto a arma particular do policial, além de seu colete balístico. Todo o material seguiu descrito em auto de busca e apreensão próprio.
O que diz a defesa do policial
Procurado, o advogado de defesa de Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, Cláudio Dalledone Jr., afirma que o policial atua como instrutor de tiro e que o material apreendido é compatível com essa atividade. Ele sustenta que o cliente é "policial ordeiro" e que provará a licitude do que foi encontrado.
"O soldado Sancho foi detido e, com ele, foram apreendidos alguns equipamentos componentes de munição próprios da prática de instrutor de tiro que ele exerce. O soldado Sancho é um policial ordeiro e vai provar a inocência em relação a todo e qualquer equipamento componente de munição que foi encontrado. O momento agora é de averiguação. Haverá uma audiência de custódia e, com absoluta segurança, a juíza vai determinar que ele seja prontamente colocado em liberdade", disse Cláudio Dalledone Jr., advogado de defesa do soldado.
Dalledone reforça que a defesa acompanha o caso na Justiça Militar e aguarda a audiência de custódia, na qual espera que o soldado responda ao processo em liberdade. A Operação Zona Sul segue em andamento, conduzida pelo Gaeco em conjunto com órgãos de controle da Polícia Militar.
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