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Moro se filia ao PL e lança pré-candidatura ao governo do PR

Em ato em Brasília, senador ataca gestão Lula e declara apoio ao projeto político da família Bolsonaro

Da redação
DA REDAÇÃO

24/03/2026 • 15:07 • Atualizado em 24/03/2026 • 15:07

Ato foi em Brasília e contou com a presença do pré-candidato do PL à presidência Flávio Bolsonaro

Ato foi em Brasília e contou com a presença do pré-candidato do PL à presidência Flávio Bolsonaro

Foto: Colaboração

O senador Sérgio Moro (PL-PR) oficializou nesta terça-feira (24), em Brasília, sua filiação ao Partido Liberal (PL) para concorrer ao governo do Paraná nas eleições de outubro deste ano.

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Filiação ao PL em Brasília

O evento de filiação ocorreu na capital federal e reuniu lideranças do PL. Entre os presentes estava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentado como pré-candidato à Presidência da República pelo partido, além de diversos parlamentares da bancada liberal no Congresso Nacional.

Moro é pré-candidato ao governo do Paraná e, de acordo com pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, lidera a disputa no estado. A ida para o PL alinha o senador ao projeto nacional da sigla, que tem a família Bolsonaro como principal referência política.

Ao discursar, o ex-juiz da Lava Jato concentrou sua fala em críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em elogios ao bolsonarismo, apresentando sua candidatura como parte de um movimento de oposição ao Palácio do Planalto.

Críticas ao governo Lula

No palco, Moro recordou a campanha presidencial de 2022 e disse ter participado dos debates ao lado de Jair Bolsonaro no segundo turno para tentar impedir a volta de Lula ao poder.

"Eu acompanhei seu pai nos debates presenciais do segundo turno porque acreditava que nós precisávamos derrotar o Lula. Sabia que, se o Lula ganhasse, anunciaria uma sombra sobre o país. Essa sombra foi pior do que eu imaginava. A economia ficou desorganizada: tributo, imposto, taxa, sufocando a iniciativa privada e sabotando nosso desenvolvimento", afirmou o senador.

Segundo Moro, a atual política econômica compromete o crescimento do país ao aumentar a carga tributária e gerar insegurança para investidores e empresários.

Acusações de corrupção e segurança pública

O senador também acusou o governo de permitir a volta da corrupção em larga escala. Na visão dele, os casos recentes atingem diretamente a população mais vulnerável.

"A roubalheira voltou em uma escala inimaginável. Roubaram até os aposentados e pensionistas, mulheres, essas pessoas que mais precisam. Isso sem falar nesse gigantesco escândalo do Banco Master 3 e essas palavras lançadas à segurança pública. O cidadão brasileiro tem medo de sair à rua e não vê no Presidente da República alguém que está do lado dele", declarou.

Para Moro, a área de segurança pública é um dos pontos mais sensíveis da gestão federal, e o clima de temor nas ruas seria reflexo de escolhas equivocadas do governo.

Apoio a Bolsonaro e disputa no Paraná

Ao final do discurso, o senador reforçou sua aproximação com o projeto político da família Bolsonaro e disse que sua candidatura no Paraná está alinhada a essa agenda nacional.

"Então, precisamos sim de uma mudança. Precisamos de uma nova liderança. Estou aqui me somando ao seu projeto, que é o projeto do nosso país também. Ansioso para ver o seu pai em casa. Por uma questão de justiça", disse, dirigindo-se a Flávio Bolsonaro.

Figura central da Operação Lava Jato, Sérgio Moro ganhou projeção nacional como juiz federal em Curitiba e, posteriormente, assumiu o Ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro. Ele deixou o cargo em 2020, foi eleito senador pelo Paraná em 2022 e agora aposta na disputa pelo governo estadual como novo passo de sua trajetória política.

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