
MP denuncia prefeito de Fazenda Rio Grande e mais cinco por corrupção
Foto: Blog Politicamente
O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou nesta terça-feira (14) uma denúncia criminal contra seis pessoas investigadas na Operação Fake Care, entre elas o prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes (PSD), e o comentarista esportivo Fernando Gomes. As informações são do Blog Politicamente.
Segundo o Blog, a ação, assinada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, foi protocolada no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e aponta um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da saúde no município da Região Metropolitana de Curitiba.
Crimes e investigados
Segundo o MP, o grupo teria desviado recursos públicos por meio da contratação irregular da empresa AGP Saúde, responsável por serviços de testagem domiciliar e levantamentos estatísticos.
Os contratos somam mais de R$ 10 milhões e, segundo as investigações, favoreciam a empresa com dispensa de licitação.
Foram denunciados:
Marco Marcondes, prefeito de Fazenda Rio Grande;
Francisco Roberto Barbosa, secretário da Fazenda;
Alberto Martins de Faria, auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR);
Samuel Antônio da Silva Nunes, empresário e sócio da AGP Saúde;
Ângela Maria Martins de Faria, mãe do auditor;
Abrilino Fernandes Gomes (Fernando Gomes), comentarista esportivo.
Os crimes atribuídos incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e contratação ilegal.
Imagens e movimentações bancárias
O MP afirma ter reunido imagens de câmeras de segurança do condomínio do prefeito e movimentações bancárias que indicam pagamento e divisão de propina. As imagens foram publicadas pelo Blog Politicamente.
As investigações apontam depósitos fracionados em dinheiro vivo, totalizando mais de R$ 250 mil na conta do prefeito e R$ 86 mil na do secretário da Fazenda, sempre próximos de pagamentos feitos à AGP Saúde.
O documento cita ainda aumento patrimonial de 463% de Marcondes entre 2020 e 2024.
Esquema de lavagem de dinheiro
Ainda segundo o Blog Politicamente, a denúncia aponta que parte do dinheiro foi lavado por meio de uma clínica estética no bairro Batel, em Curitiba, e de uma empresa de fachada no Centro, que operava como uma suposta fintech chamada Ayya Bank, sem autorização do Banco Central.
As apurações também indicam que outros municípios — como Contenda, Quatro Barras, Paranaguá, Campina Grande do Sul, Piraquara e Bocaiúva do Sul — podem ter sido usados para replicar o modelo de desvio, que movimentou mais de R$ 38 milhões.
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