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Nova lei endurece punições para furtos, roubos e golpes digitais

Mudanças no Código Penal ampliam tempo de prisão e criam novos tipos penais

Da redação
DA REDAÇÃO

06/05/2026 • 14:28 • Atualizado em 07/05/2026 • 09:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que aumenta as penas de prisão para furto, roubo e fraudes digitais em todo o país, alterando o Código Penal e respondendo ao avanço de crimes como golpes virtuais e roubo de celulares.

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A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional sem vetos e passou a valer imediatamente após a publicação oficial, o que significa que os novos patamares de punição já se aplicam a quem cometer essas condutas.

Novos tipos penais para furtos e fraudes

As mudanças criam classificações específicas para práticas que antes entravam em categorias genéricas de furto ou estelionato. Entre elas estão o furto de armas de fogo e o furto de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e notebooks.

A lei também tipifica de forma mais detalhada o furto de animais domésticos, que ganha enquadramento próprio dentro do Código Penal, diante do aumento de casos registrados nos últimos anos.

No campo das fraudes eletrônicas, o texto inclui o uso de contas bancárias de terceiros, as chamadas "contas laranja", ampliando o alcance da legislação para esquemas digitais que se tornaram comuns em golpes bancários.

Penas mais longas para condenados

A nova legislação eleva o tempo de reclusão previsto para diferentes modalidades de crime patrimonial. No caso do furto simples, a pena passa de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos.

Para o roubo, a pena mínima sobe de 4 para 5 anos, enquanto o máximo se mantém em 10 anos de prisão, endurecendo o tratamento para condenados por este tipo de conduta.

A receptação, que é a prática de adquirir, receber ou esconder produtos de origem criminosa, também sofre alteração, com a pena passando de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos de reclusão.

Quando se tratar de furto de animais domésticos, a pena prevista chega a 2 anos e 6 meses de reclusão, além de multa.

Impacto na aplicação da lei

Na avaliação de especialistas, o aumento das penas pode alterar a rotina dos tribunais e delegacias. Com condenações mais altas, ganha força a possibilidade de decretar prisão preventiva mesmo em casos de furto e para réus que não tenham antecedentes.

As mudanças também influenciam a progressão de regime e o tempo de cumprimento das penas, tornando mais rigoroso o percurso até que o condenado possa deixar o sistema prisional.

Com a nova lei, o governo busca responder ao crescimento de crimes patrimoniais e digitais, que se tornaram um dos principais problemas do cotidiano dos brasileiros.