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Pai e filho executados em Almirante Tamandaré ligado à guerra do Parolin

Nixon dos Santos Benites usava tornozeleira eletrônica; Polícia investiga se assassinos sabiam seus passos

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

09/03/2026 • 08:47 • Atualizado em 09/03/2026 • 08:47

Pai e filho morreram executados a tiros neste fim de semana em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, em meio à disputa pelo comando do tráfico de drogas ligada ao bairro Parolin. Uma mulher também foi baleada e uma gestante escapou ilesa durante o ataque.

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As vítimas foram identificadas como Ryan da Rocha Alfredo Benites, de 17 anos, e Nixon dos Santos Benites, de 36 anos. Eles foram atingidos por diversos disparos e morreram no local.

O crime ocorreu em via pública de Almirante Tamandaré. Além da dupla, uma mulher foi ferida por tiros e socorrida, enquanto uma grávida que estava próxima conseguiu escapar sem ferimentos.

Principais pontos do caso

  • Pai e filho mortos a tiros em Almirante Tamandaré.
  • Mulher baleada e gestante ilesa no mesmo ataque.
  • Caso inserido na chamada guerra do Parolin, disputa do tráfico iniciada há oito anos.
  • Uma das vítimas, Nixon Benites, já tinha condenação pela morte de um advogado em 2017.
  • SESP monitora o caso para evitar possíveis vinganças entre facções.

Disputa pelo tráfico no Parolin

Segundo investigações da Polícia Civil, duas facções criminosas disputam há cerca de oito anos o controle do tráfico de drogas na região do Parolin, em Curitiba. A chamada guerra do Parolin já resultou em uma série de homicídios e ataques na capital e na Região Metropolitana.

A polícia apura se o ataque em Almirante Tamandaré tem relação direta com essa disputa. A possibilidade de que o crime esteja ligado a uma sequência de acertos de contas é uma das linhas de investigação.

Histórico de Nixon Benites

Nixon dos Santos Benites, pai do adolescente morto no ataque, já havia sido condenado pelo Tribunal do Júri a mais de 24 anos de prisão pelo assassinato do advogado criminalista Leonardo Ivankio Sudul, de 28 anos, em Curitiba.

De acordo com informações do processo, Nixon deixou o sistema de monitoramento por tornozeleira eletrônica antes do ataque registrado neste fim de semana.

Advogado atraído para emboscada em 2017

O homicídio do advogado Leonardo Sudul ocorreu em 6 de novembro de 2017. Conforme apurou a Polícia Civil à época, ele foi atraído para um encontro no bairro Parolin por três homens que eram seus próprios clientes.

No local marcado, o advogado foi baleado e colocado dentro do próprio carro. Em seguida, os criminosos levaram o veículo até o bairro Uberaba, onde o corpo foi queimado dentro do automóvel.

Prisão em Florianópolis e condenação

Dias após o crime contra o advogado, Nixon Benites e outros dois suspeitos foram localizados e presos na Barra da Lagoa, em Florianópolis, após denúncias anônimas. A ação teve participação conjunta de policiais do Paraná e de Santa Catarina.

Os três foram levados para Curitiba e responderam pelo homicídio. Posteriormente, o Tribunal do Júri condenou Nixon a mais de 24 anos de reclusão pelos crimes relacionados ao caso.

SESP monitora risco de vingança

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que acompanha de perto o duplo homicídio em Almirante Tamandaré para evitar novos episódios de violência, diante do risco de vingança entre grupos rivais.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que busca identificar a motivação exata do ataque e os envolvidos na execução de pai e filho.

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