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Paraná amplia calendário da pólio e encerra uso da vacina oral

Crianças de 4 anos passam a receber segunda dose de reforço injetável com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP)

Da redação
DA REDAÇÃO

30/07/2026 • 18:08 • Atualizado em 30/07/2026 • 18:08

Vacinação segue com o reforço da segunda dose no Paraná

Vacinação segue com o reforço da segunda dose no Paraná

Foto: SESA

A partir de 3 de agosto, o Paraná passa a oferecer a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos, todas com aplicação injetável da Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Com a mudança, o esquema contra a paralisia infantil passa a ter cinco doses e consolida o fim da tradicional vacina oral em gotas.

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Como fica o esquema de doses

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a imunização primária dos bebês permanece composta por três aplicações da VIP: aos 2, 4 e 6 meses de idade. O primeiro reforço continua previsto para os 15 meses.

Com o novo calendário, o segundo reforço será administrado aos 4 anos. Segundo a Sesa, o objetivo é aumentar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica antes do início da rotina escolar, fase em que a criança passa a ter maior exposição a ambientes coletivos.

O órgão estadual frisa que a vacinação é um pacto coletivo de proteção e afirma que manter a carteirinha em dia é fundamental para que o Paraná permaneça livre da poliomielite.

Por que o esquema foi atualizado

A introdução da segunda dose de reforço resulta de discussão entre o Ministério da Saúde, a Câmara Técnica Assessora em Imunizações, entidades científicas, Conass, Conasems e a Organização Pan-Americana da Saúde. A decisão segue orientações da Organização Mundial da Saúde e busca prolongar a resposta imunológica na primeira infância.

O novo modelo também acompanha a substituição global da Vacina Oral Poliomielite pela VIP, processo iniciado no Brasil em novembro de 2024. Enquanto a antiga gotinha utilizava vírus vivo atenuado e apresentava risco extremamente raro de mutação, a versão injetável emprega vírus inativado, o que garante proteção elevada sem possibilidade de causar a doença ou sofrer alterações.

Risco de reintrodução e meta de cobertura

Embora o Paraná e o Brasil não registrem casos de poliomielite há décadas, a Sesa alerta que o vírus ainda circula em diversas regiões do mundo. Na avaliação da secretaria, a reintrodução da doença permanece uma ameaça quando as taxas de vacinação ficam abaixo da meta recomendada de 95%.

O órgão orienta que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação das crianças e procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima se alguma dose estiver atrasada. A vacinação de resgate é assegurada para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Campanha de multivacinação

Entre 3 de agosto e 1º de setembro, o estado integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que oferece oportunidade para atualizar o calendário infantil. Conforme informa a Sesa, durante o período os pais podem regularizar todas as doses indicadas, incluindo o novo reforço contra a poliomielite.