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Paraná amplia projeto de queijos finos e investe R$ 3,8 milhões

Iniciativa chega a quatro novas regiões e busca consolidar o estado como principal polo latino-americano de queijos especiais

Por Redação
REDAÇÃO

11/02/2026 • 17:33 • Atualizado em 11/02/2026 • 17:33

Em parceria com Biopark, Estado expandirá o Projeto Queijos Finos a mais 4 regiões

Em parceria com Biopark, Estado expandirá o Projeto Queijos Finos a mais 4 regiões

Foto: Ari Dias/AEN

O Governo do Paraná, em parceria com o Biopark de Toledo, anunciou nesta terça-feira (10), durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, a expansão do Projeto Queijos Finos para quatro novas regiões do estado, com investimento de R$ 3,8 milhões.

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Investimento e novas regiões atendidas

Com a ampliação, a iniciativa passa a atender produtores das regiões Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, além do Oeste, onde o projeto já opera, com foco na transformação da bacia leiteira e na produção de queijos especiais.

O objetivo do governo é consolidar o Paraná como principal polo de queijos finos da América Latina, elevando a qualidade dos produtos e ampliando a renda, especialmente entre agricultores familiares e pequenos produtores de leite, afirmou o governador em exercício, Darci Piana.

"O nosso governo sempre defendeu as parcerias, pois não fazemos nada sozinhos. Isso engrandece o estado e faz com que a nossa produção cresça", disse Piana, ao lembrar que a iniciativa começou no Biopark e agora ganha alcance estadual.

Histórico e novas parcerias do projeto

O Projeto Queijos Finos existe há cerca de seis anos, desenvolvido pelo Biopark Educação em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o Sebrae/PR e o Sistema Faep/Senar, inicialmente voltado a produtores da região Oeste.

Segundo o governo, a expansão resulta de tratativas iniciadas em 2025, após visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior ao estande do Biopark no Show Rural, e passa a envolver também as secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC), além da Fundação Araucária.

Capacitação e tecnologia no campo

Para o secretário da Seti, Aldo Bona, o projeto tem potencial para mudar a realidade de produtores em todo o estado ao agregar conhecimento e inovação à atividade que muitos já realizam de forma artesanal.

"Este projeto é revolucionário porque pega o que os produtores já faziam e, com formação e tecnologia, transforma em queijos finos, com maior valor agregado", afirmou Bona.

Na prática, o programa prevê cursos teóricos para grande número de interessados em cada região, seleção de turmas menores para treinamentos práticos e acompanhamento direto em queijarias escolhidas. Segundo o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark, Tiago de Oliveira Mendes, esses produtores receberão tecnologia personalizada para produzir queijos de alta qualidade. O projeto, coordenado por Kennidy de Bortoli, eleito o melhor queijeiro do Brasil, também orienta sobre comercialização e apresentação dos produtos.

Além da capacitação, o pacote inclui consultorias nas propriedades, transferência de protocolos de fabricação validados no mercado e suporte laboratorial por três anos, com análises gratuitas de água, leite e produto final. Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o impacto é direto na renda das famílias rurais.

"São resultados econômicos concretos. Essa transferência de tecnologia pode elevar em mais de 380% o retorno obtido com os métodos tradicionais, saindo de um queijo vendido a R$ 25 o quilo para um produto que pode alcançar R$ 150 o quilo", destacou Spinosa.

Show Rural bate recorde e discute inovação

Durante a manhã, Darci Piana também participou da abertura do 7º Fórum Internacional de TI das Cooperativas, realizado dentro da programação do Show Rural, que discute temas como conectividade no campo, cibersegurança e inteligência artificial aplicada ao cooperativismo.

A 38ª edição do Show Rural Coopavel, iniciada nesta segunda-feira (9), já registrou recorde de público no primeiro dia, com 61.090 visitantes, 4.580 a mais que em 2025. O evento se consolidou como um dos mais importantes do agronegócio brasileiro e, no ano passado, atraiu mais de 407 mil pessoas em cinco dias, movimentando cerca de R$ 7 bilhões em negócios.

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