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Paraná bate recorde e segue líder na produção de peixes

Estado responde por 27% do total nacional em 2025 e ajuda Brasil a superar 1 milhão de toneladas de pescados cultivados

Da redação
DA REDAÇÃO

26/02/2026 • 08:27 • Atualizado em 26/02/2026 • 08:27

A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil.

A tilápia é o grande motor da atividade no Paraná e no Brasil.

Foto: AEN

O Paraná alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados cultivados em 2025, alta de 9,1% em relação ao ano anterior, e manteve a liderança nacional com 27% da produção, segundo o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, divulgado nesta semana.

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Paraná amplia vantagem e puxa alta nacional

Com o novo recorde, o Estado se mantém à frente de São Paulo, que produziu 93,7 mil toneladas em 2025, um crescimento de 0,54% sobre 2024. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 77,5 mil toneladas, Santa Catarina, com 63,4 mil, e o Maranhão, com 59,6 mil, que subiu uma posição no ranking.

Pela primeira vez, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas de pescados de cultivo, somando 1.011.540 toneladas no ano passado. O volume representa aumento de 4,41% em comparação com 2024. De acordo com o Anuário, a piscicultura brasileira cresceu 58,6% nos últimos dez anos.

Tilápia é motor da cadeia no Estado e no país

A tilápia segue como principal espécie produzida no Paraná e no Brasil. O Estado lidera a criação do peixe, com 273,1 mil toneladas em 2025. Entre os maiores produtores nacionais de tilápia aparecem ainda São Paulo (88,5 mil toneladas), Minas Gerais (73,5 mil), Santa Catarina (52,7 mil) e Mato Grosso do Sul (38,7 mil). No total, o país produziu 707.495 toneladas da espécie, o maior resultado da série histórica da última década.

No Paraná, os municípios que mais produzem peixes são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. Já as maiores concentrações de tanques se concentram em Itambaracá (1.564 estruturas), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).

O Anuário aponta que o Paraná tem atraído mais e melhores investimentos para a piscicultura, impulsionados principalmente pela atuação de grandes cooperativas. Segundo a publicação, o modelo de integração entre indústrias e produtores ganha espaço em relação ao sistema independente, ligado a pequenos frigoríficos, que perde participação.

"Além de todos os fatores favoráveis ao crescimento forte e constante da atividade, também é preciso manter a atração de investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais", aponta a publicação.

Exportações crescem em valor e têm EUA como principal destino

As exportações da piscicultura brasileira somaram US$ 60 milhões em 2025, avanço de 2% em valor na comparação com 2024. Em volume, porém, houve queda de 1%, de 13.792 toneladas para 13.684 toneladas. A tilápia respondeu por 94% dos embarques, seguida por tambaqui e curimatás.

O Paraná manteve a liderança nas vendas externas de tilápia, com US$ 28 milhões em 2025, o equivalente a 50% do total exportado pelo Brasil. São Paulo aparece em segundo lugar, com US$ 16 milhões (29%), seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões, o que representa 19% das exportações.

Mesmo com o "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos, o país segue como principal destino da piscicultura brasileira, com 87% das vendas externas e receita de US$ 52 milhões em 2025. Outros mercados relevantes são Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). O Anuário destaca ainda a abertura de 21 novos destinos, entre eles o México, segundo maior importador de tilápia nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

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