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Paraná é 4º em acidentes de trabalho e soma 1,9 mil mortes

Mais de 500 mil ocorrências em dez anos ampliam pressão sobre hospitais e reforçam alerta de especialistas por mais prevenção

Pedro Talin
PEDRO TALIN

06/08/2026 • 14:31 • Atualizado em 06/08/2026 • 14:50

Registros de acidentes de trabalho no Paraná mostram que, nos últimos dez anos, mais de 500 mil ocorrências e quase 1,9 mil mortes colocam o estado na quarta posição do ranking nacional, em meio a um cenário que preocupa trabalhadores, médicos e especialistas em segurança.

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Entre as vítimas está Jonas Feltraco Teixeira, pintor de obras que sofreu um acidente em junho deste ano. Ele precisou passar por cirurgia e segue em tratamento, com visitas semanais ao hospital para que os médicos avaliem a evolução da recuperação.

O caso de Jonas evidencia como um episódio no ambiente profissional pode provocar impactos duradouros na saúde, na renda e na rotina das famílias, já que muitos trabalhadores afastados dependem de acompanhamento constante e de reabilitação para voltar às atividades.

Hospitais lidam com rotina de vítimas

Situações como a de Jonas se repetem nos hospitais do estado, que recebem diariamente pacientes com diferentes tipos de lesões relacionadas ao trabalho. Essa realidade amplia a demanda por atendimento especializado e por serviços de reabilitação em diversos setores da economia.

Nos últimos dez anos, mais de 500 mil acidentes de trabalho foram registrados no Paraná, período em que quase 1.900 pessoas morreram em decorrência dessas ocorrências. Os números ajudam a explicar por que o estado aparece em quarto lugar no ranking nacional e reforçam a necessidade de políticas contínuas de prevenção.

Especialistas cobram uso correto de equipamentos

Especialistas em segurança do trabalho destacam que uma parcela significativa dessas situações poderia ser evitada com medidas simples de proteção. Segundo o engenheiro de segurança do trabalho Davison Rocha, boa parte desses acidentes poderia ser evitada se os equipamentos de proteção fossem usados corretamente.

A legislação brasileira prevê a obrigatoriedade de fornecimento de equipamentos de proteção individual e de treinamento adequado para os funcionários, mas especialistas apontam que a cultura de prevenção ainda encontra resistência em diversas atividades. Para eles, combinar orientação contínua, fiscalização e investimento em segurança é fundamental para reduzir os índices de acidentes.

Enquanto isso, trabalhadores como Jonas seguem em recuperação e convivem com as consequências dos acidentes, o que reforça o alerta para empregadores e empregados. A avaliação de profissionais da área é que preservar a saúde de quem trabalha passa necessariamente por planejamento, uso correto de equipamentos e respeito às normas de segurança.