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Paraná será o primeiro da América do Sul a adotar Bonde Urbano Digital no transporte

Tecnologia chinesa sem trilhos ligará Pinhais a Piraquara; testes começam em novembro

Da redação com Bruno Henrique | TV BAND PR
DA REDAÇÃO COM BRUNO HENRIQUE | TV BAND PR

04/09/2025 • 18:42 • Atualizado em 04/09/2025 • 18:42

Paraná será o primeiro estado da América do Sul a adotar o Bonde Urbano Digital, tecnologia chinesa de transporte coletivo sem trilhos.

Paraná será o primeiro estado da América do Sul a adotar o Bonde Urbano Digital, tecnologia chinesa de transporte coletivo sem trilhos.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Governo do Paraná anunciou nesta quinta-feira (4) a implantação do Bonde Urbano Digital (BUD), tecnologia chinesa de transporte coletivo sem trilhos que ligará os terminais de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O Estado será o primeiro da América do Sul a adotar oficialmente o sistema.

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Como vai funcionar o BUD

O veículo tem 30 metros de comprimento, capacidade para 280 passageiros, ar-condicionado e pode atingir até 70 km/h. Ele roda sobre pneus de borracha, guiado por sensores e marcações digitais que substituem os trilhos físicos. O trecho inicial terá aproximadamente 13 quilômetros, em uma região que hoje transporta cerca de 10 mil pessoas por dia.

Fabricado pela CRRC Corporation, na China, o modelo chegou ao Brasil em agosto pelo Porto de Paranaguá. Após a montagem, prevista para setembro, os testes e as primeiras viagens devem começar em novembro. O valor da passagem será de R$ 5,50, mesmo preço do ônibus metropolitano.

“Esse é um dia especial para a história do Paraná. Somos o primeiro da América do Sul a tirar do papel um projeto desse porte, com essa tecnologia e vanguarda. O Paraná buscou o que há de mais avançado no mundo em questão de transporte coletivo e vai implementar um sistema para melhorar a vida das pessoas. A Região Metropolitana de Curitiba cresce muito rápido em termos econômicos e populacionais e estamos nos preparando para o futuro”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Custos e sustentabilidade

Segundo o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, o sistema tem custo três vezes menor do que o VLT e implantação rápida.

“Estamos falando de uma tecnologia que tem custo de implantação três vezes menor do que a dos VLTs e prazo de implantação curto, com vida útil de 30 anos. E reafirmando nosso protagonismo no transporte e na sustentabilidade. Estamos confiantes com esse teste, que começa ainda neste ano, e vamos estudar a aceitação da população e as possibilidade de expansão. É um marco para a mobilidade urbana”, afirmou.

O BUD será movido por baterias de íons de lítio de 600 kWh, com recargas rápidas em estações e autonomia de até 40 quilômetros. O contrato com a fabricante tem validade inicial de 15 meses, podendo ser prorrogado.