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Operação na BR-116 prende 10 por roubo de cargas no Paraná

Segunda fase de ação da PCPR e PRF cumpre 23 ordens judiciais contra grupo que atuava com violência e armamento pesado

Da redação
DA REDAÇÃO

03/08/2026 • 09:15 • Atualizado em 03/08/2026 • 16:05

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam dez pessoas nesta segunda-feira (3) na segunda fase de uma operação contra uma organização criminosa especializada em roubos de cargas na BR-116, que cumpriu 23 ordens judiciais em cidades da Região Metropolitana de Curitiba.

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No total, as equipes cumpriram 10 mandados de prisão, sendo quatro contra investigados que já estavam custodiados no sistema prisional e seis contra novos alvos localizados em Curitiba, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré. Um suspeito continua foragido, segundo a polícia.

Além das prisões, a operação executou ordens judiciais expedidas pela Justiça contra integrantes do grupo, apontado como responsável por uma série de roubos de cargas na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em trecho que liga o Paraná ao Estado de São Paulo.

Investigação começou em 2025 e já soma 26 presos

A investigação teve início em janeiro de 2025 para apurar a atuação da organização criminosa nas rodovias que cortam a Região Metropolitana de Curitiba e municípios paulistas. De acordo com a PCPR, as diligências ligaram o grupo a cerca de 20 crimes cometidos entre maio de 2025 e janeiro de 2026.

Na primeira fase da operação, deflagrada em maio de 2025, as forças de segurança prenderam 16 investigados. Com o aprofundamento das apurações e a atuação integrada entre PCPR, PRF e as Guardas Municipais de São José dos Pinhais e Campina Grande do Sul, os policiais identificaram novos integrantes da quadrilha e individualizaram as condutas, o que embasou as novas medidas cautelares.

Grupo é ligado a acidente que matou seis pessoas

Entre os alvos desta segunda fase estão dois homens presos em flagrante em janeiro de 2026 após participarem do roubo de um caminhão na BR-116, em Campina Grande do Sul. O crime provocou um grave acidente e resultou na morte de seis ocupantes de uma van, conforme a investigação. Um dos detidos é apontado como um dos líderes da organização criminosa.

De acordo com o delegado da PCPR André Feltes, o grupo atuava de forma estruturada e violenta, concentrando as ações na região de Campina Grande do Sul, entre o Paraná e São Paulo.

Modus operandi incluía disparos e transbordo de cargas

Feltes detalha que os criminosos monitoravam o tráfego durante a noite e escolhiam caminhões de forma oportunista, principalmente veículos baú e frigoríficos.

“As investigações demonstraram que os criminosos utilizavam diversos automóveis para acompanhar as vítimas e realizavam o transbordo das cargas em estradas vicinais com baixa cobertura de sinal de telefonia, dificultando a localização dos veículos roubados”, explica o delegado.

Segundo ele, o grupo também se aproveitava de acidentes registrados na rodovia para praticar roubos.

“Armados, rendiam motoristas e demais pessoas que estavam no local para subtrair as mercadorias”, afirma Feltes.

Conforme apurado pela PCPR, os criminosos emparelhavam os veículos com caminhões em movimento e efetuavam diversos disparos de arma de fogo contra os para-brisas para obrigar os motoristas a parar.

“Em pelo menos dez ocorrências foram constatadas marcas de tiros nos caminhões. Em um dos casos, o motorista perdeu o controle da direção após os disparos e capotou o veículo, ocasião em que os criminosos ainda tentaram subtrair a carga”, relata o delegado.

Durante as ações, os investigados utilizavam veículos com sinais identificadores adulterados, balaclavas, coletes balísticos, rádios comunicadores e armamentos de grosso calibre, alguns de uso restrito, segundo a polícia.

Integração entre forças e continuidade das apurações

O chefe do Núcleo de Comando de Operações Especiais da PRF, Mateus Tozetto, ressalta que a integração entre as forças de segurança foi essencial para o avanço do caso.

“A atuação conjunta permitiu o compartilhamento de informações de inteligência e o apoio operacional no cumprimento das ordens judiciais, fortalecendo o combate às organizações criminosas que atuam nas rodovias federais”, afirma Tozetto.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, bem como os responsáveis pela receptação e comercialização das cargas roubadas. Segundo a PCPR, os investigados respondem pelos crimes de roubo circunstanciado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e organização criminosa.