Band Paraná

PF faz operação em Curitiba contra venda de cédulas falsas

Mandados de busca miram suspeitos de movimentar valores ligados a dinheiro falsificado oferecido em redes sociais

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

12/05/2026 • 14:01 • Atualizado em 12/05/2026 • 15:18

A Polícia Federal cumpriu hoje dois mandados de busca e apreensão em Curitiba, no Paraná, em uma operação que investiga a comercialização clandestina de dinheiro falsificado por meio de redes sociais.

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Mandados na capital paranaense

De acordo com a corporação, os alvos da ação são suspeitos de movimentar valores obtidos com a venda das notas adulteradas. Os investigadores apuram quem seria responsável por administrar os recursos e viabilizar o fluxo financeiro do esquema criminoso.

Os mandados foram cumpridos em endereços da capital paranaense, onde os policiais recolheram documentos, computadores e outros materiais que podem comprovar a participação dos investigados. A PF pretende rastrear o caminho do dinheiro e identificar outros integrantes da rede.

Investigação começou com flagrantes

Segundo a Polícia Federal, a apuração teve início após prisões em flagrante de pessoas que adquiriam o dinheiro falsificado por meio de plataformas de redes sociais. Esses compradores relataram aos agentes como funcionava a negociação e apontaram intermediários responsáveis pela logística financeira.

Na visão dos investigadores, moradores de Curitiba atuavam na abertura de contas bancárias e na movimentação de valores recebidos com a prática ilícita. Eles teriam prestado esse serviço para fornecedores das cédulas adulteradas, ajudando a mascarar a origem dos recursos.

A corporação avalia que as informações colhidas na operação devem contribuir para reunir provas e detalhar o papel de cada suspeito. A partir desse material, a PF busca identificar toda a cadeia envolvida na produção, distribuição e financiamento do dinheiro falsificado.

A falsificação de moeda e a colocação de notas falsas em circulação são crimes previstos no Código Penal brasileiro, com penas que podem chegar a mais de dez anos de reclusão, além de multa. A Polícia Federal reforça que quem compra ou utiliza cédulas adulteradas também pode responder criminalmente.