Band Paraná

Polícia Civil prende 6 por compartilhar material de abuso infantil

Ação ocorre em oito estados, inclui Paraná e usa dados de celular apreendido em operação anterior

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

24/06/2026 • 14:54 • Atualizado em 24/06/2026 • 15:07

A Polícia Civil prendeu seis pessoas, na manhã desta quarta-feira, em uma operação contra o compartilhamento e o armazenamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes, com cumprimento de mandados em oito estados brasileiros, entre eles o Paraná.

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Operação em oito estados

Os policiais saíram às ruas nas primeiras horas do dia em ações simultâneas em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, no Distrito Federal e em outros seis estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará e Pernambuco.

Ao todo, as equipes cumpriram seis ordens de prisão e mandados de busca e apreensão contra oito investigados. Os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e outros itens considerados relevantes para o inquérito.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, os suspeitos trocavam milhares de arquivos de abuso sexual infantojuvenil por meio da plataforma Telegram. Eles foram identificados após uma operação realizada no ano passado, quando um homem foi preso e teve o celular apreendido.

Desdobramento de investigação no Paraná

A análise dos dados extraídos do aparelho mostrou a troca do material e abriu caminho para identificar outros perfis suspeitos, segundo os investigadores.

Desde o início das investigações em Palmas, no sudoeste do Paraná, a corporação já cumpriu duas operações e efetuou mais de 20 prisões. Esta ação deflagrada agora marca a terceira fase do trabalho.

Nesta etapa, além das novas prisões, o objetivo é apreender dispositivos eletrônicos e reunir elementos que auxiliem na investigação, conforme informou a corporação.

Crimes virtuais em foco

A investigação se concentra em crimes praticados em ambiente virtual. Aplicativos de troca de mensagens, como o Telegram, permitem o envio em massa de arquivos e a criação de grupos com grande número de participantes, o que facilita a circulação de conteúdo criminoso.

A legislação brasileira prevê punições para quem produz, armazena ou compartilha material de exploração sexual de crianças e adolescentes. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda analisa o material apreendido nesta fase da operação.