Band Paraná

Polícia faz busca em salão de influenciador 'rei das loiras'

Investigado por estelionato, cabeleireiro é acusado de vender procedimentos capilares pagos via PIX que não eram realizados em Curitiba

Da redação
DA REDAÇÃO

02/04/2026 • 17:59 • Atualizado em 02/04/2026 • 17:59

Salão onde trabalhava o Rei das Loiras é visitado pela PCPR

Salão onde trabalhava o Rei das Loiras é visitado pela PCPR

Foto: PCPR| Arquivo BAND

A Polícia Civil do Paraná realiza diligências para cumprir mandados de busca e apreensão ligados ao cabeleireiro e influenciador Cristiano do Nascimento Galego, conhecido como 'rei das loiras', investigado por suspeita de estelionato na venda de serviços de beleza em Curitiba.

Compartilhar
Polícia Civil vai até salão onde trabalhava o Rei das Loiras

Polícia Civil vai até salão onde trabalhava o Rei das Loiras

Segundo o 6º Distrito Policial da Capital, os mandados fazem parte de uma investigação sobre oferta fraudulenta de procedimentos capilares. Equipes foram a endereços vinculados ao investigado, mas os imóveis estavam desocupados, o que indica possível mudança de local ou tentativa de evasão.

Como funcionaria o esquema

De acordo com a Polícia Civil, Galego usava um perfil em rede social com mais de 1 milhão de seguidores para divulgar pacotes promocionais de mechas capilares. As clientes precisavam pagar antecipadamente, via PIX, para garantir o agendamento no salão localizado no bairro Cristo Rei.

As vítimas relatam que, após o pagamento, os serviços não eram realizados. Elas eram orientadas a comparecer a um espaço comercial na Avenida Presidente Affonso Camargo, onde não encontravam o profissional. Em muitos casos, as clientes diziam ter sido bloqueadas em aplicativos de mensagens e nas redes sociais.

Vítimas identificadas e medidas judiciais

Até o momento, a investigação já identificou ao menos 26 vítimas formalmente registradas, com prejuízo financeiro que supera R$ 15 mil. A polícia trabalha com a hipótese de que o número de pessoas lesadas seja maior, já que nem todas procuraram a delegacia.

Para aprofundar as apurações, a Polícia Civil representou à Justiça por medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo de dados e bloqueio de valores. O objetivo é identificar outras vítimas, localizar o investigado e garantir eventual ressarcimento dos prejuízos.

As investigações continuam para apurar se há eventuais coautores no esquema. A corporação orienta que quem tiver sido alvo da oferta de serviços e não tenha recebido o atendimento procure a delegacia mais próxima para registrar boletim de ocorrência e colaborar com o inquérito.

Defesa diz que não teve acesso a investigação e pede esclarecimentos

A defesa de Cristiano Galego informou que soube da operação policial envolvendo o cliente por meio da imprensa, incluindo declarações da autoridade responsável pela investigação.

Segundo os advogados, após tomar conhecimento do caso, a equipe compareceu ao 6º Distrito Policial de Curitiba, onde solicitou acesso ao processo e a definição de uma data para o depoimento do investigado. A defesa também afirmou que está à disposição para colaborar com as investigações.

Nota na íntegra

“A defesa técnica de Cristiano Galego, representada pelo Dr. Leonardo Bueno Dechatnik, informa que tomou conhecimento, na data de hoje, da deflagração de operação policial envolvendo seu constituinte, por meio das notícias veiculadas pela imprensa, inclusive com entrevistas concedidas pela autoridade policial responsável pela investigação.

Após tomar ciência do cumprimento das diligências investigativas, a defesa compareceu imediatamente ao 6º Distrito Policial de Curitiba, ocasião em que requereu formalmente sua habilitação nos autos, bem como a designação de data para oitiva formal do constituinte, colocando-se, ainda, à disposição para colaborar com eventuais diligências complementares que se façam necessárias ao adequado esclarecimento dos fatos.

Até o presente momento, a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo dos autos do procedimento investigativo, embora já tenha formulado requerimento formal nesse sentido. Assim, neste momento, não é possível prestar esclarecimentos mais específicos acerca dos elementos constantes da investigação.

Tão logo seja franqueado o acesso aos autos, a defesa técnica analisará o conteúdo do procedimento e prestará, oportunamente, os esclarecimentos pertinentes, sempre com observância ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e às garantias constitucionais aplicáveis.

A defesa reitera sua disposição de atuar com responsabilidade, serenidade e estrita observância da legalidade, colaborando para o regular esclarecimento dos fatos.

Curitiba, 02 de abril de 2026.”