A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta sexta-feira (17) uma operação integrada contra a receptação de fios de cobre em Curitiba e Pinhais, na Região Metropolitana, com o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais suspeitos.
A ação conta com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Guarda Municipal de Pinhais e de representantes de empresas de energia e de telefonia, que acompanham as equipes durante as fiscalizações.
As ordens judiciais se concentram em ferros-velhos e recicladoras localizados no bairro Cajuru, em Curitiba, e nos bairros Pineville, Vargem Grande, Weissópolis, Emiliano Perneta, Alto Tarumã e Jardim Cláudia, em Pinhais.
De acordo com a PCPR, a operação resulta de uma investigação que apura uma série de furtos de cabos elétricos e de infraestrutura de energia registrados em Pinhais entre maio e junho deste ano.
Mercado clandestino na mira
Nesse período, os investigadores identificaram que os autores direcionaram as ações para bens com alto valor de revenda e fácil transporte, como fios e cabos de cobre, medidores, tubulações metálicas, equipamentos de telefonia, cabos de transmissão de dados e componentes de infraestrutura.
A PCPR destaca que a subtração desses materiais só se torna economicamente viável para os criminosos quando existe a possibilidade de revenda rápida no mercado paralelo. "Dessa forma, a investigação do mercado clandestino se tornou indispensável para enfraquecer a continuidade dos furtos", afirma o delegado da PCPR Marcos Vinícius.
A partir de levantamentos e diligências de campo, as equipes identificaram endereços comerciais em Pinhais e na região de fronteira com Curitiba para onde os objetos furtados eram encaminhados e receptados após os crimes.
Objetivo é desestimular furtos
Segundo a corporação, a operação desta sexta-feira busca dificultar que os autores dos furtos encontrem locais de compra, armazenamento e conversão desses materiais em dinheiro, reduzindo a atratividade financeira do crime.
A expectativa é que ações como esta e o fechamento de canais de escoamento do material ilícito ajudem a desestimular novos furtos de cabos e equipamentos, que costumam causar prejuízos a empresas e à população, com interrupções de energia e de serviços de comunicação.
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