A vereadora Hirman Ramos Eiglmeier Ferreira, conhecida como Hirman da Saúde (Podemos), de 47 anos, natural de Paranaguá, é a parlamentar investigada pela Polícia Civil do Paraná em operação deflagrada nesta terça-feira (10) em Matinhos, no Litoral do Estado, para apurar suspeita de um esquema de rachadinha envolvendo diárias e salários de assessores da Câmara Municipal.
Vereadora é alvo de investigação sobre diárias
A Polícia Civil do Paraná cumpriu mandados de busca e apreensão em Matinhos no âmbito de um inquérito que apura possíveis irregularidades no pagamento de diárias a servidores da Câmara Municipal.
De acordo com o delegado da PCPR Thiago Fachel, há indícios de que assessores parlamentares precisavam repassar à vereadora investigada valores recebidos a título de diárias, além de parte das remunerações mensais.
"As buscas tiveram como objetivo apreender documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos", explicou o delegado Thiago Fachel.
Os mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça, tiveram como foco a coleta de documentos e materiais relacionados ao pagamento de diárias e à remuneração dos servidores. A investigação busca esclarecer a extensão das possíveis irregularidades e identificar os responsáveis, caso as suspeitas se confirmem.
Quem é Hirman da Saúde
Hirman Ramos Eiglmeier Ferreira tem 47 anos e nasceu em Paranaguá, no Litoral do Paraná. Ela exerce mandato na Câmara Municipal de Matinhos e é conhecida politicamente como Hirman da Saúde, pelo qual se apresenta na vida pública.
Em 2025, a parlamentar ganhou destaque local após relatar ter sido ameaçada de morte, segundo informou o portal Notícias Matinhos à época. De acordo com a publicação, as ameaças ocorreram depois que a vereadora cobrou providências sobre o caos no transporte de pacientes do município.
O que é a prática conhecida como rachadinha
A prática chamada de rachadinha ocorre quando ocupantes de cargos públicos exigem que assessores devolvam, de forma ilegal, parte dos salários, diárias ou outros valores recebidos do poder público.
O esquema é considerado irregular pela legislação brasileira e pode caracterizar crimes como peculato, além de configurar atos de improbidade administrativa.
No caso em apuração na Câmara de Matinhos, o inquérito da PCPR investiga se houve exigência de repasse de diárias e parte dos vencimentos de assessores parlamentares para beneficiar a vereadora investigada. O caso segue em andamento, e as autoridades ainda analisam o material apreendido para definir os próximos passos da apuração.
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