
Cristiano Galego é investigado pela polícia pela prática de estelionato
Foto: Band Paraná
A Polícia Civil do Paraná instaurou inquérito para investigar a suspeita de estelionato envolvendo o cabeleireiro e influenciador Cristiano do Nascimento Galego, conhecido como "rei das loiras", em Curitiba, após pelo menos 28 clientes registrarem boletins de ocorrência relatando pagamentos por procedimentos capilares que não teriam sido realizados. A corporação se manifestou por nota oficial nesta quarta-feira (11).
Os registros se concentram em um salão de beleza localizado no bairro Cristo Rei, na capital paranaense. As supostas vítimas relatam que pagaram antecipadamente por serviços de cabelo, mas não receberam o atendimento combinado nem o valor de volta.
De acordo com informações repassadas à polícia, o profissional teria ofertado procedimentos de alto valor, como colorações e tratamentos especializados, com pagamento feito via transferência, cartão ou dinheiro antes da data marcada. Depois da cobrança, porém, parte dos agendamentos não teria sido cumprida.
Casos se espalham por delegacias de Curitiba
O caso está distribuído em diferentes distritos policiais de Curitiba. Segundo a apuração da Polícia Civil, ao menos 28 pessoas já procuraram delegacias para formalizar queixas contra o cabeleireiro.
Os investigadores agora cruzam dados dos boletins de ocorrência para identificar eventuais padrões na atuação do suspeito, os valores supostamente envolvidos e o período em que os episódios teriam ocorrido.
O que diz a Polícia Civil do Paraná
Em nota divulgada nesta quarta-feira (11), a Polícia Civil do Paraná confirmou que apura o caso como possível crime de estelionato contra múltiplas vítimas na capital.
A PCPR informa que investiga um suspeito pela prática do crime de estelionato contra diferentes vítimas em Curitiba. A PCPR realiza as oitivas com as vítimas e segue as diligências para esclarecer os fatos.
A corporação não detalhou, por enquanto, quantas pessoas já foram ouvidas nem se o investigado prestou depoimento. A polícia também não informou se pediu medidas cautelares à Justiça, como bloqueio de bens ou busca e apreensão.
Como a apuração segue em andamento, o inquérito ainda não gerou denúncia à Justiça. A conclusão do trabalho policial irá embasar uma eventual denúncia por estelionato que o Ministério Público possa apresentar.
Em nota enviada ao Portal Band Paraná, a defesa de Cristiano Galego informou que os problemas relatados por clientes teriam ocorrido durante um período de instabilidade nos sistemas e nos canais de comunicação da empresa.
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