A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba apura mais um ataque atribuído à chamada gangue da correntinha no Centro da cidade. O caso ocorreu em 22 de junho, na Rua Desembargador Westphalen, e foi registrado por câmeras de segurança. A vítima, porém, ainda não procurou a polícia para fazer o boletim de ocorrência (BO).
Segundo a DFR, o boletim é fundamental para que a investigação avance. Sem o registro formal, os policiais não conseguem vincular a imagem do suspeito ao processo, nem adotar medidas como a identificação do autor, o pedido de medidas judiciais ou o cruzamento com outros furtos na região.
Na visão dos investigadores, o BO também ajuda a mapear a atuação da quadrilha, indicando horários, locais e alvos preferenciais. Essas informações alimentam bancos de dados da Polícia Civil e orientam operações específicas contra o grupo.
Gangue age na modalidade conhecida como cavalo louco
Conforme explica a delegacia, a gangue da correntinha age na modalidade conhecida como cavalo louco. Nesse tipo de abordagem, uma pessoa a pé ou de bicicleta acompanha a vítima sem chamar atenção e, de forma repentina, arranca o celular, correntinha ou outra joia, fugindo em seguida.
No episódio mais recente, as câmeras flagraram o momento em que o suspeito se aproxima da vítima no Centro de Curitiba e executa o furto. As imagens podem ser decisivas para a identificação do envolvido, desde que o crime seja formalizado por meio do boletim.
Apelo para que vítima registre o boletim de ocorrência
Os policiais fazem um apelo para que a vítima procure a Delegacia de Furtos e Roubos e registre a ocorrência. Para eles, a falta de BO favorece a sensação de impunidade e abre espaço para que o autor volte a cometer crimes semelhantes na região.
Qualquer informação sobre o suspeito ou sobre a própria vítima pode ser repassada de forma anônima à polícia pelos telefones 190, da Polícia Militar, e 197, da Polícia Civil. A orientação da DFR é que pessoas que reconheçam a vítima a incentivem a formalizar o registro.
Por que o boletim de ocorrência é importante
A Polícia Civil reforça que o boletim de ocorrência deve ser feito sempre que houver furto, roubo ou qualquer outro crime, mesmo quando o prejuízo parece pequeno. O documento é a base para que o Estado apure responsabilidades, produza estatísticas e planeje ações de prevenção.
Na avaliação dos investigadores, cada registro ajuda a compor o cenário da segurança pública e a combater grupos especializados em furtos como a gangue da correntinha, que concentra ações em áreas movimentadas da capital paranaense.
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