A primeira onda de frio do inverno provoca queda acentuada nas temperaturas no Sudeste e no Sul do Brasil nesta semana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que prevê dias mais gelados sobretudo em áreas de serra e no sul de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em Curitiba, o cenário é típico da estação: céu encoberto, vento constante e sensação de frio mais intensa do que indicam os termômetros, reflexo da massa de ar polar que se espalha pelo país e reforça a sensação de inverno rigoroso.
No Sudeste, a previsão indica madrugadas frias e tardes com pouca elevação da temperatura, com atenção especial às regiões serranas, onde os valores devem ficar bem abaixo do habitual para esta época do ano, aumentando o desconforto térmico da população.
Frio intenso avança até o sul da Amazônia
Segundo o meteorologista Olivio Bahia, do INMET, o sistema provoca frio intenso e alcança áreas pouco acostumadas a grandes quedas de temperatura. Ele descreve um "frio bastante intenso" que, nas palavras dele, "acaba invadindo parte do território brasileiro, chegando inclusive no sul da Amazônia".
O especialista explica que esse avanço de ar polar provoca o fenômeno conhecido como friagem. De acordo com Bahia, as temperaturas caem em áreas de Mato Grosso, Rondônia e Acre, que devem sentir nos próximos dias um resfriamento atípico, mesmo sem afastar totalmente a sensação de calor em alguns períodos.
Chuva, geada e chance de neve no Sul
No Sul do Brasil, além do frio, o tempo fica instável. Em várias áreas de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a previsão aponta possibilidade de chuva, formação de geadas ao amanhecer e até ocorrência de neve nas regiões mais altas, pelo menos até o fim de semana.
Essas condições exigem atenção especial em estradas e zonas rurais, onde a geada pode afetar lavouras e a neve, caso se confirme, pode alterar a rotina em municípios de maior altitude, sobretudo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
El Niño deve elevar temperaturas nos próximos meses
Apesar desse início de inverno considerado típico, a formação do El Niño no Pacífico deixa os meteorologistas em alerta. A expectativa é de que o fenômeno se intensifique no segundo semestre e mantenha as temperaturas acima da média histórica em boa parte do país, mesmo com a passagem de massas de ar frio.
Olivio Bahia ressalta que, para os próximos meses, "o que se sabe é a expectativa de temperaturas mais elevadas, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste brasileiro". Na avaliação dele, o inverno deve alternar períodos de frio mais intenso, como o atual, com fases de calor fora do padrão típico da estação.
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