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R$ 118 mil, mala e assessores: o que se sabe sobre caso Lórens Nogueira

Vereador Lórens Nogueira, do PP, em Curitiba é alvo de operação por rachadinha

2 min

26/05/2026 19:27 • Atualizado há 150 dias

R$ 118 mil, mala e assessores: o que se sabe sobre caso Lórens Nogueira

O vereador Lórens Nogueira, do PP, é investigado pelo Gaeco por suspeita de rachadinha em Curitiba. A operação foi realizada na manhã desta terça-feira, com o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.

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Segundo a investigação, assessores e servidores comissionados seriam obrigados a devolver parte do salário ao vereador. Ao todo, foram apreendidos cerca de R$ 118 mil em dinheiro na casa de Lórens Nogueira, no carro, na casa dos sogros e na casa de uma das assessoras. Documentos e aparelhos eletrônicos também foram recolhidos.

Gaeco apura suspeita desde início do mandato

A investigação começou a partir de uma denúncia. A suspeita é de que a prática ilegal acontecia desde o início do mandato, em 2025.

Atualmente, Lórens Nogueira tem nove assessores. Segundo a apuração, todos devolviam parte do salário ao vereador. Ainda não se sabe se eles participavam do esquema ou se eram vítimas do parlamentar.

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Lórens Nogueira é curitibano e foi eleito pelo PP nas últimas eleições, com mais de 4,7 mil votos. Ele também é presidente da Comissão de Ética e Decoro da Câmara Municipal de Curitiba.

Promotora cita dinheiro encontrado em mala

Durante a operação, o Gaeco apreendeu uma quantia considerada relevante pelos investigadores. A promotora de Justiça Nicole Pilagallo afirmou que a existência de uma mala com dinheiro reforça a suspeita de que a prática não seria recente.

“A gente tinha notícias que de fato ele guardava dinheiro em uma mala. A gente não sabia onde essa mala estava. Mas isso demonstra algo que isso não é de hoje, que havia esse recolhimento, o que se confirmou hoje. Uma mala com alto volume de recursos não é de um mês só, evidentemente, demonstra que a prática mais consolidada mesmo”, disse Nicole Pilagallo.

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Vereador diz que desconhece fatos investigados

Por meio de nota, Lórens Nogueira afirmou que foi surpreendido pelo cumprimento das ordens judiciais e que desconhece os fatos que motivaram a investigação.

O caso segue em apuração pelo Gaeco. O material apreendido, incluindo celulares, computadores e documentos, será analisado pelos investigadores.

Gaeco deve definir próximos passos

Segundo o promotor de Justiça Fernando Cubas César, a operação desta terça-feira teve como objetivo coletar mais informações para aprofundar a investigação.

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“Hoje foi o momento de coletar maiores informações. Elas serão analisadas. Foram apreendidos celulares, computadores, e daí, no bojo dessas informações, nós vamos decidir os próximos passos”, afirmou Fernando Cubas César.

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