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Suspeito de feminicídio é preso após fugir do Paraná para SP

Ação conjunta de forças de segurança do PR e de São Paulo leva à prisão do homem e à descoberta do corpo em Itambé

Da redação
DA REDAÇÃO

11/08/2026 • 19:31 • Atualizado em 11/08/2026 • 19:31

Suspeito foi preso em SP

Suspeito foi preso em SP

Foto: PCPR

Um homem suspeito de feminicídio, identificado apenas como Everton, foi preso na tarde desta terça-feira (11) na Rodovia Presidente Dutra, na região metropolitana de São Paulo, após fugir do norte do Paraná, em uma operação integrada que envolveu a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Polícia Militar do Paraná (PMPR), a Polícia Militar de São Paulo (PMSP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Penal.

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Segundo a PCPR, a equipe da Delegacia de Paiçandu levantou dados sobre a rota de fuga do investigado, cruzou informações de inteligência e compartilhou imediatamente os elementos obtidos com as demais forças de segurança, o que permitiu monitorar o veículo utilizado por ele em direção ao estado de São Paulo.

Com base nesse levantamento, policiais da PMSP conseguiram localizar e abordar o carro na praça de pedágio de Arujá, na Dutra. Durante a fiscalização, eles encontraram um galão e marcas de sangue no interior do automóvel, o que reforçou a suspeita de que o motorista estava envolvido em um crime grave.

Diante das evidências, Everton confessou aos agentes ter assassinado sua ex-namorada em Floresta, no norte do Paraná, e relatou que havia ocultado o corpo em uma área de Itambé, município vizinho. Paralelamente, equipes da PCPR e da PMPR realizavam diligências contínuas na região e, instantes antes da prisão em território paulista, localizaram o corpo da vítima.

Vizinhos ouviram gritos e acionaram a PM

De acordo com a Polícia Militar, moradores de Floresta ouviram a mulher gritar por socorro na noite de segunda-feira (10) e acionaram a corporação. Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram a casa vazia, mas com manchas de sangue e sinais de que um crime tinha ocorrido no local.

Antes da confirmação da morte, os agentes ainda fizeram buscas pela vítima em unidades de saúde, outros bairros da cidade e estradas rurais. O corpo foi encontrado já carbonizado em Itambé, cerca de 12 quilômetros distante de Floresta, e a suspeita é de que ela tenha sido esfaqueada, hipótese que será esclarecida por perícia oficial.

Para o delegado Gustavo Mendes Marques de Brito, responsável pela investigação, o trabalho de inteligência foi determinante para acompanhar a rota de fuga do suspeito. "Conseguimos monitorar o carro dele, com destino a São Paulo. Ele é natural de Jacareí, interior de São Paulo, então possivelmente ele estava indo para aquele local. Foi alertado para todas as forças de segurança de São Paulo", explicou o policial.

Histórico de violência e investigação em andamento

Segundo a Polícia Civil, o homem permaneceu preso até fevereiro deste ano e deixou a cadeia usando tornozeleira eletrônica. Ele já tinha passagens por violência doméstica contra outra mulher com quem se relacionou anteriormente.

Conforme a corporação, o relacionamento dele com a vítima era recente e o casal não morava junto. O caso é tratado como possível feminicídio e a PCPR prossegue com a coleta de depoimentos, exames periciais e análise de provas para detalhar a dinâmica do crime e concluir o inquérito policial, que será encaminhado ao Poder Judiciário.

Na avaliação da PCPR, a prisão em outro estado e a rápida localização do corpo demonstram a importância da atuação coordenada entre diferentes órgãos de segurança pública. Enquanto a investigação produzia e compartilhava informações em tempo real, equipes da PMPR e da Polícia Penal do Paraná prestavam apoio nas diligências locais, ao mesmo tempo em que PMSP, PRF e Polícia Penal paulista ampliavam o cerco ao investigado.

Everton recebeu voz de prisão na Grande São Paulo e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Arujá, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça que a troca ágil de informações e a integração entre as forças policiais reduziram as chances de fuga e garantiram uma resposta considerada célere diante de um crime de extrema gravidade.