Band Paraná

Suspeito de matar motociclista em racha em Curitiba é solto após 17 dias

Motorista de Audi A3 investigado por morte de Guilherme Lopes na BR-277 responderá ao inquérito em liberdade

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

23/04/2026 • 09:10 • Atualizado em 23/04/2026 • 09:10

Após 17 dias preso, o motorista de um Audi A3 suspeito de atropelar e matar o motociclista Guilherme Xavier de Almeida Rocha Lopes, de 31 anos, em um possível racha na BR-277, em Curitiba, foi solto pela Justiça na noite desta quarta-feira (22) e passa a responder ao inquérito em liberdade.

Compartilhar

A prisão temporária havia sido decretada a pedido da Polícia Civil do Paraná (PCPR), que investiga se o condutor participava de uma disputa ilegal de velocidade no momento em que atingiu a moto pilotada por Guilherme.

Entenda o acidente na BR-277

O acidente ocorreu na noite de 19 de março de 2026, na BR-277, no bairro Orleans, em Curitiba. De acordo com a investigação, o Audi A3 bateu na traseira da motocicleta enquanto ambos trafegavam pela rodovia federal.

Guilherme não resistiu aos ferimentos e morreu ainda naquela noite. A partir dos primeiros relatos e imagens de câmeras de segurança, os investigadores passaram a tratar o caso como possível consequência de um racha.

A PCPR apura se o condutor do Audi disputava uma corrida não autorizada com outro carro no momento da colisão. A prática, conhecida como racha, é proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro e geralmente envolve veículos em alta velocidade em vias públicas.

Investigação aponta excesso de velocidade

Segundo o delegado da PCPR Edgar Santana, elementos preliminares do inquérito indicam que o Audi trafegava muito acima do limite da via. Ele afirma que há indícios de que o motorista disputava uma corrida automobilística com outro veículo quando atingiu a moto conduzida por Guilherme.

Na avaliação do delegado, os primeiros levantamentos técnicos e depoimentos colhidos sustentam a linha de investigação que envolve a participação em racha. A polícia ainda trabalha para identificar o segundo carro supostamente envolvido na disputa e confirmar a dinâmica completa do acidente.

Prisão, buscas e medidas judiciais

Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de aprofundar as apurações, a PCPR solicitou à Justiça a prisão temporária do condutor do Audi. O Poder Judiciário atendeu ao pedido e decretou a medida, que foi cumprida pela polícia.

"Cumprimos o mandado de prisão, além de executar mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares, como a suspensão do direito de dirigir", explicou Edgar Santana.

Durante as buscas, os investigadores recolheram documentos e objetos considerados relevantes para o inquérito, com o objetivo de esclarecer se houve participação de outros envolvidos e quais condutas podem ser atribuídas ao motorista.

Próximos passos do inquérito

A PCPR informou que mantém diligências em andamento para o completo esclarecimento do caso. A polícia ainda realiza oitivas de testemunhas e análises técnicas para definir a responsabilidade criminal dos participantes da possível disputa automobilística.

O inquérito vai indicar se o motorista responderá por homicídio no trânsito com agravantes, caso a participação em racha se confirme. A corporação destacou que novas informações sobre o andamento da investigação serão divulgadas conforme o avanço das apurações.

Mesmo em liberdade, o condutor segue como investigado e deve cumprir as determinações judiciais impostas no processo, enquanto aguarda a conclusão das investigações.