Torcedores do Athletico Paranaense protestaram no fim desta sexta-feira (13), na Avenida Engenheiro Rebouças, em Curitiba, após a morte de Leandro Souza, atleticano baleado em ação da Polícia Militar no bairro Boqueirão na noite de quinta (12), em um caso em que amigos contestam a versão de confronto.
Com bandeiras e camisas do clube, os manifestantes se concentraram ao lado da sede de uma torcida organizada. Em coro, pediram esclarecimentos sobre a atuação dos policiais no episódio que terminou com a morte do torcedor.
O grito mais ouvido entre os presentes foi 'Justiça por Leandro, e não foi confronto', em referência à versão divulgada de que houve troca de tiros entre o torcedor e equipes da Polícia Militar no Boqueirão.
Segundo torcedores que estavam com Leandro na noite de quinta, o grupo deixava o jogo do Athletico, na Arena da Baixada, de forma tranquila. Eles afirmam que a situação seguia controlada até a chegada de uma equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM).
Testemunhas contestam versão de confronto
Duas testemunhas que dizem ter acompanhado o torcedor relatam que o grupo saiu do estádio de maneira pacífica após a partida contra o Santos. Na visão delas, não houve confronto com a polícia, mas uma abordagem quando o deslocamento já ocorria sem tumulto.
Esses relatos divergem da versão oficial, que apresenta o caso como um confronto armado no Boqueirão, bairro para onde o torcedor seguiu depois de deixar a Arena da Baixada.
Entenda o caso
Um homem morreu após ser baleado por policiais militares durante um confronto no bairro Boqueirão, em Curitiba, por volta das 23h de quinta-feira (12), depois de sair da partida entre Athletico Paranaense e Santos, realizada na Arena da Baixada, no bairro Água Verde.
De acordo com as informações iniciais, a vítima era torcedora do Athletico Paranaense e tinha deixado o estádio após o jogo. Em seguida, o homem foi abordado por policiais militares já no Boqueirão. As autoridades não detalharam o percurso entre os dois bairros nem se ele estava acompanhado no momento da ação policial.
O que diz a Polícia Militar
Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que uma moradora acionou o serviço de emergência ao perceber a presença de um homem no quintal de sua casa, no Boqueirão. A proprietária relatou que não conhecia o indivíduo e pediu apoio da corporação.
A PM afirma que, ao chegar ao endereço, os policiais localizaram o suspeito no imóvel e constataram que ele estava armado. Segundo a corporação, o homem teria reagido à tentativa de abordagem, momento em que os agentes efetuaram disparos que o atingiram.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) prestou socorro ao baleado, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no quintal da residência, conforme a PM. Os policiais apreenderam a arma que, segundo a corporação, estava com o suspeito e a encaminharam à Central de Flagrantes, como parte da formalização da ocorrência.
A Polícia Militar não divulgou outros detalhes sobre o homem morto nem informações sobre eventuais testemunhas da abordagem. Em casos de morte decorrente de intervenção policial, os órgãos de segurança costumam instaurar inquéritos para apurar as circunstâncias do confronto.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

