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Uso de fogos e exposição ao sol aumentam risco de acidentes no verão

Queimaduras levam mais de 8 mil pessoas a hospitais no Paraná em 2025

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

24/12/2025 • 15:24 • Atualizado em 24/12/2025 • 15:24

As queimaduras levaram 8.344 pessoas a atendimentos ambulatoriais e hospitalares no Paraná entre janeiro e outubro de 2025. O número acende um alerta para os meses de dezembro e janeiro, período em que o risco aumenta devido ao uso de fogos de artifício e à maior exposição ao sol durante as férias.

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A orientação é da Secretaria da Saúde do Paraná, que reforça a necessidade de cuidados redobrados neste fim de ano.

Média mensal é de 834 atendimentos

De acordo com os dados, o Paraná registra, em média, 834 atendimentos por queimaduras todos os meses. Os acidentes podem variar em gravidade e evoluir para quadros sérios, dependendo da extensão e do grau da lesão, que pode ser de primeiro, segundo ou terceiro grau.

“É possível preservar as tradições, desde que a segurança esteja sempre em primeiro plano. Não podemos permitir que um momento de celebração se converta em risco à vida”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Como agir em caso de queimadura

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, orienta que, em queimaduras de primeiro grau, caracterizadas por vermelhidão, a área atingida deve ser colocada imediatamente sob água corrente fria, com jato suave, por cerca de dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas.

No caso de queimaduras de segundo grau, com formação de bolhas, a recomendação é não furar a pele, já que o líquido tende a ser reabsorvido pelo organismo.

Já as queimaduras de terceiro grau, em grandes extensões do corpo, causadas por produtos químicos ou eletricidade, exigem atendimento médico urgente. Nesses casos, a orientação é acionar o 193, do Siate, ou o 192, do Samu.

Atendimento pelo SUS e leitos especializados

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento integral e gratuito às vítimas de queimaduras. No Paraná, há 35 leitos especializados, sendo 23 cirúrgicos e 12 de UTI.

São referências nesse tipo de atendimento o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina e o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba.

Os leitos especializados são destinados a casos graves, que exigem internação prolongada. Ainda assim, a Secretaria da Saúde destaca que o Estado conta com uma ampla rede hospitalar preparada para atender vítimas de queimaduras em diferentes níveis de gravidade.

Cenário global preocupa

Segundo a Organização Mundial da Saúde, ocorrem cerca de 11 milhões de casos de queimaduras que exigem atendimento médico em todo o mundo a cada ano, o que representa aproximadamente 30 mil novos casos por dia. O número de mortes ultrapassa 180 mil por ano, reforçando a importância da prevenção.