A Ponte de Guaratuba, batizada de Ponte da Vitória, foi inaugurada nesta sexta-feira (1º) no litoral do Paraná, em cerimônia que reuniu autoridades políticas, do Judiciário e do setor produtivo, que ressaltaram o impacto da obra de mais de R$ 400 milhões para a integração regional.
Os prefeitos de Matinhos e Guaratuba, Eduardo Dalmora e Mauricio Lense, afirmaram que a entrega encerra um ciclo histórico de isolamento no Litoral e inaugura uma nova fase, com comércio ativo o ano todo e chegada mais rápida de serviços, como o atendimento de ambulâncias. Dalmora falou em "novo tempo de prosperidade" para a região.
União entre poderes e simbolismo do nome
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi, afirmou que a união entre os poderes foi decisiva para tirar a ponte do papel e que o nome Ponte da Vitória simboliza a "vitória do trabalho". Já a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Lídia Maejima, recordou que a obra constava na Constituição do Paraná de 1989 e só agora se concretizou, após décadas de promessas.
O diretor de contrato da obra, Luciano Pizzatto, ressaltou o esforço coletivo para cumprir um prazo considerado desafiador, com frentes de trabalho em regime contínuo. Para o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a ponte, tida como uma das maiores do país, é estratégica para integrar Matinhos e Guaratuba, fortalecer o corredor turístico e facilitar o escoamento da produção.
Impacto na economia e nos serviços
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirmou que a nova travessia terá reflexos diretos no atendimento à população, ao reduzir o chamado tempo-resposta em ocorrências de urgência e emergência. Já o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, classificou o dia como histórico e disse que a obra transforma a mobilidade e a valorização do Litoral.
Com investimento superior a R$ 400 milhões, a Ponte da Vitória é apontada como uma das maiores obras de infraestrutura do Paraná, com quatro faixas de tráfego, ciclovia, áreas para pedestres e acessos que somam mais de três quilômetros de extensão.
Projetada para substituir o ferry boat, a travessia entre Matinhos e Guaratuba passa a levar cerca de dois minutos, enquanto o serviço pelo mar será descontinuado gradualmente. O projeto avançou a partir de 2019 e teve obras iniciadas em outubro de 2023, em ritmo acelerado, e prevê, para a área hoje ocupada pelo ferry, um complexo náutico com espaços de convivência, lazer, serviços e vagas para embarcações.
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