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A vida está difícil… ou ela está esquisita?

Por Redação
REDAÇÃO

22/05/2026 • 14:41 • Atualizado em 22/05/2026 • 14:43

No ritmo delas
Thais Dantas achando a vida esquisita, ou dificil?

Thais Dantas achando a vida esquisita, ou dificil?

Arquivo pessoal

Tem dias em que eu não sei exatamente o que está acontecendo com o mundo! Eu entro numa loja e vejo um tênis custando R$ 1.199,00. Mil e noventa e nove reais? Num tênis? E aí eu penso: É, a vida está difícil.

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Porque muita gente não consegue comprar um “simples” tênis! Eu também não consigo comprar! E isso gera uma baita frustração: não pelo tênis em si, mas pela sensação de que tudo ficou distante demais da vida real.

Mas logo depois vem um outro pensamento: a vida não está só difícil. Ela está esquisita!

Houve um tempo em que as coisas pareciam fazer mais sentido. Não que fossem fáceis, só na época em que eu era apenas “filha” (rs). Mas existia uma lógica mais humana entre esforço e recompensa. Hoje parece que todo mundo trabalha demais, corre demais, se cobra demais… e ainda assim vive com a sensação constante de insuficiência.

A maternidade está esquisita, o trabalho está esquisito, as relações estão esquisitas!

As pessoas estão cansadas, mas ao mesmo tempo impacientes. Todo mundo quer conexão, mas evita uma profundidade. Todo mundo fala sobre saúde mental, mas quase ninguém tem tempo emocional para ouvir alguém de verdade. Eu estou sentindo falta de boas conversas, de contar histórias, de rir, chorar de rir... e até de chorar, de verdade... e com motivos!!!

Nas redes sociais então, virou um festival de alertas: “não conte seus planos”, “não confie em ninguém”, “fique quieta”, “se afaste”, “o silêncio traz prosperidade”. E a gente vai absorvendo isso sem perceber. E o que a gente faz??? O que tem vontade, o que faz sentido até para a nossa essência ou o recomendado deste mundo esquisito???

De repente, criar vínculos sinceros, parece ingenuidade. Demonstrar afeto parece excesso. Precisar das pessoas virou fraqueza!!! Que triste... Que angústia... Que chato!

Enquanto isso, dentro das empresas, surgem novas regras, novas exigências emocionais, novas responsabilidades nas relações entre líderes e colaboradores. Tudo precisa ser dito com cuidado: muitooooooooooo cuidado. Sim, sim, sim, porque tudo pode gerar interpretação e exige um preparo emocional. E talvez exija mesmo. Mas no meio disso tudo, muita gente só está tentando sobreviver.

A real mesmo é que existe um cansaço coletivo que não é só financeiro: é emocional, mentale social. Infelizmente. É um “não sei mais como agir” a todo tempo, com todo mundo!!!

E se a vida está difícil e esquisita ao mesmo tempo, para onde a gente vai? Será que o “mundo está ao contrário e ninguém reparou”, como já dizia Cássia Eller?

Dá vontade de fugir para um lugar mais simples, mais leve, menos barulhento. Um lugar onde as relações sejam menos calculadas, onde o consumo não esmague a autoestima e onde viver não pareça uma competição o tempo inteiro. E eu aqui, escrevendo para ninguém ler... Choro com isso, choro sem poder falar o motivo que choro...

E então, vem a realidade: como sair do caos, se a gente já está inserida nele?

Talvez a resposta não seja fugir do mundo: seja aprender a não enlouquecer dentro dele.

Escolher relações verdadeiras, diminuir comparações e voltar a conversar olhando nos olhos. Aceitar que nem tudo precisa ser performático. Eu não sou performática... minhas filhos não são... entender que sucesso nenhum vale a perda da paz.

Acho que o novo luxo não seja o tênis de R$ 1.199, sabe? Seja conseguir viver sem sentir que está ficando para trás o tempo todo, no nosso ritmo real, sentido e vivido de uma maneira leve!!! Afinal, no fundo no fundo, o que mais assusta não é a dificuldade: é a estranheza de não reconhecer mais a forma como estamos vivendo.

Vamos à luta, em busca da nossa vida um pouco mais leve, um pouco mais sentida... e cada um no seu ritmo!!! NO RITMO DELAS!

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