Band Vale

Bastidores Da Vida Real | O Que A Páscoa Ainda Desperta Em Mim? E Em Você?

Por Redação
REDAÇÃO

02/04/2026 • 17:16 • Atualizado em 02/04/2026 • 17:16

Bastidores da vida real - com Thais Dantas
BASTIDORES DA VIDA REAL | O QUE A PÁSCOA AINDA DESPERTA EM MIM? E EM VOCÊ?

BASTIDORES DA VIDA REAL | O QUE A PÁSCOA AINDA DESPERTA EM MIM? E EM VOCÊ?

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A Páscoa sempre teve um significado bonito pra mim. Lá atrás, na infância, era quase mágico. Tinha cheiro de chocolate no ar, enfeites pela casa, expectativa pela caça aos ovos e, principalmente, aquela sensação de família reunida, de mesa cheia, de pertencimento.

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Com o tempo, muita coisa se perdeu pelo caminho. A vida adulta chegou, os conflitos apareceram, as relações mudaram de lugar e aquilo que antes era simples, passou a ser mais complexo. Hoje, eu até sinto vontade de viver de novo aquela Páscoa antiga de reunir meus pais, de sentar todo mundo junto, de “aproveitar enquanto estão vivos”, como tanta gente fala.

Mas a verdade, a minha verdade é que nem sempre estar junto significa estar bem. E quando os encontros vêm carregados de tensão, de desconforto, de pequenas dores, talvez o mais saudável seja, sim, cada um no seu canto. Não por falta de amor, mas por respeito ao que cada um consegue oferecer naquele momento.

E tudo bem. Mesmo assim, tem coisas que eu não abro mão! Eu continuo comprando ovos de Páscoa pros meus filhos, Rafael e Giovana! Talvez não pela tradição em si, mas pelo brilho no olhar deles e pelo significado que isso ainda constrói na memória deles.

Ontem mesmo, a Giovana pegou alguns enfeites guardados e decidiu colocar na mesa da sala. Coisa simples: mas, de repente, ela começou a lembrar das caças aos ovos, de quando era menor e ali, naquele instante, eu entendi tudo: hoje, são eles que dão sentido à minha Páscoa.

E, ao mesmo tempo, esse período me convida a algo mais silêncios, mais interno. A Páscoa, pra além do chocolate, fala de renascimento, de pausa, de olhar pra dentro. E eu sinto essa necessidade de ficar mais introspectiva, de me reorganizar emocionalmente, de me reconectar com o que realmente importa. Inclusive com o meu corpo.

Porque também existe esse outro lado: o consumo exagerado. E nós, mulheres 40+, já entendemos que não precisamos seguir tudo à risca, não é mesmo? Dá sim, pra viver a data de forma leve e consciente. Talvez trocar a quantidade pela qualidade, escolher um chocolate que realmente valha a pena! Ou até criar novos rituais: uma sobremesa mais equilibrada, um almoço especial feito em casa, um momento ao ar livre com os filhos.

A Páscoa pode ser doce, mas sem excessos. Pode ser leve, mas sem culpa. Pode ser simples e ainda assim, cheia de significado.

No fim das contas, talvez a vida seja isso: ressignificar. Nem sempre dá pra repetir o que foi mas sempre dá pra construir algo novo, mais verdadeiro, mais possível, mais nosso.

E hoje, a minha Páscoa é assim: menos perfeita e mais real.

Feliz Páscoa!

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