
Após transferência de Robinho e Brennand, saiba quem segue na ‘Cadeia dos Famosos’ em Tremembé
Conselho da Comunidade de Taubaté
Após a transferência de Robinho da P2 de Tremembé nesta segunda-feira (17) e de Thaigo Brennand na semana passada, alguns detentos conhecidos nacionalmente ainda seguem presos na ‘Cadeia dos Famosos’.
Com as saídas recentes, atualmente o local abriga, o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 100 anos de prisão por estuprar pacientes; o motorista do Porsche Fernando Sastre, acusado de provocar um acidente fatal em São Paulo no dia 31 de março e Lindemberg Alves, acusado de matar a namorada Eloá Pimentel após fazer ela refém por mais de 100 horas, em outubro de 2008.
Além deles, Ronnie Lessa, condenado pela morte da vereadora Marielle Franco, cumpre pena, atualmente, em cela individual, na Penitenciária 1 "Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra, em Tremembé.
Sobre a "Cadeia dos Famosos"
O Complexo Penitenciário de Tremembé é composto por cinco presídios: Tremembé I, Tremembé II, Tremembé Feminina I, Tremembé Feminina II e o CPP de Tremembé.
A penitenciária é conhecida nacionalmente por abrigar detentos de casos de grande repercussão, como Alexandre Nardoni, Gil Rugai, Cristian Cravinhos, Lindemberg Alves, Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Ana Carolina Jatobá, Fernando Sastre, Thiago Brennand e Robinho.

A transferência de detentos para Tremembé visa garantir a segurança e a privacidade dos prisioneiros. Os procedimentos e o tratamento dos presos são os mesmos aplicados em outras unidades do estado de São Paulo, com a diferença no perfil dos detentos nessas unidades, com o intuito de prevenir conflitos.
Construída em 1948, a Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado passou por uma reestruturação significativa após uma rebelião em 2000, que resultou na destruição parcial de suas instalações.
Desde 2002, tornou-se destino para os denominados "presos especiais". Em reconhecimento à sua gestão exemplar, a penitenciária recebeu o prêmio de "Modelo de Gestão Penitenciária" em 2003.
A capacidade da penitenciária é projetada para acomodar até oito presos por cela, sem enfrentar problemas de superlotação. Ademais, há nove celas individuais disponíveis.
Oferecendo oportunidades de trabalho e educação, os detentos têm acesso a uma variedade de atividades produtivas, como a participação em uma oficina de reforma de carteiras escolares, uma fábrica de fechaduras, uma unidade de produção de pastilhas desinfetantes para vaso sanitário, e uma oficina de artesanato. Além disso, são oferecidas aulas de teatro e grupos de leitura, visando à reabilitação dos detentos e à remição de suas penas.


