Band Vale

Marido de principal suspeita pela morte de cozinheira é preso em Ubatuba

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores localizaram o suspeito em uma residência situada em uma servidão na Praia do Estaleiro, em Ubatuba.

redação band vale
REDAÇÃO BAND VALE

04/08/2026 • 10:37 • Atualizado em 04/08/2026 • 13:16

Caso Berenice: delegado aponta possível participação de outras pessoas

Caso Berenice: delegado aponta possível participação de outras pessoas

Arquivo

A Polícia Civil prendeu, na noite desta segunda-feira (03), o militar da reserva, marido da principal suspeita pela morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A prisão preventiva foi cumprida por investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) da Delegacia Seccional de São Sebastião.

Compartilhar

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores localizaram o suspeito em uma residência situada em uma servidão na Praia do Estaleiro, em Ubatuba. Após serem autorizados a entrar no imóvel, os policiais informaram o suspeito sobre a ordem judicial e efetuaram a prisão sem resistência.

Após a captura, o suspeito foi conduzido à unidade policial, onde foram cumpridas as formalidades legais e o mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da investigação por homicídio.

Como o preso é policial militar da reserva, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para realizar sua escolta e encaminhamento ao Presídio Militar Romão Gomes, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Militar também informou que fará a apresentação do preso na audiência de custódia marcada para esta terça-feira (04).

Investigação

A prisão ocorre no desdobramento da investigação sobre o desaparecimento e a morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar. A vítima desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o restaurante onde trabalhava, em Ubatuba.

O corpo de Berenice foi encontrado em uma área de mata de difícil acesso, na localidade de Serra d'Água, às margens da Estrada de Lídice, em Angra dos Reis (RJ). A localização ocorreu durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil de São Paulo e o 3º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, com apoio do Corpo de Bombeiros para a retirada do cadáver.

A identificação foi feita pelo filho da vítima. Segundo os investigadores, o corpo estava preso a uma árvore em um trecho íngreme da mata e há indícios de que tenha sido lançado de um ponto mais elevado. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro devem auxiliar na elucidação da dinâmica da morte.

Prisão preventiva

Antes da prisão do militar, a Polícia Civil já havia prendido preventivamente a proprietária do restaurante onde Berenice trabalhava, apontada como a principal suspeita do crime. As investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos, bem como a motivação do homicídio.

A Delegacia de Investigações Gerais, DIG, de São Sebastião também representou pela prisão preventiva do sobrinho da principal suspeita pela morte de Berenice. A Justiça decretou sua prisão preventiva, mas ele segue foragido e é considerado procurado da Justiça.

Se a investigação já confirmou que Irimar Castilho participou diretamente do crime (e não apenas teve a prisão preventiva decretada), a matéria pode ser ajustada para destacar qual é a suspeita específica contra ele, evitando qualquer risco de interpretação além do que consta oficialmente.

Tópicos relacionados