
Taubaté possui dívida de R$ 30 milhões por falta de pagamento de empréstimo
Divulgação
A Câmara Municipal de Taubaté deu, na tarde desta segunda-feira (1º), parecer jurídico contrário ao projeto de lei que solicitava autorização para a contratação de um empréstimo.
A proposta, de autoria do Executivo, prevê a contratação de um empréstimo de R$ 166,455 milhões com o Banco do Brasil para o pagamento da dívida da Prefeitura com o CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina).
O parecer apontou inconstitucionalidades e ilegalidades no projeto, principalmente pela falta de informações essenciais e pela violação de normas orçamentárias e do poder fiscalizatório da Câmara.
Entre as irregularidades, destacam-se:
- Ausência do impacto financeiro-orçamentário exigido por lei;
- Falta de comprovação do atendimento aos limites e condições definidos pelo Senado para operações de crédito;
- Uso de termos genéricos que, segundo o parecer, impedem a fiscalização e violam a separação dos poderes;
- Autorização irregular para créditos adicionais, sem detalhamento de valores ou fontes de recursos;
- Contradição entre o valor pedido na lei (R$ 166 milhões) e a proposta real do Banco do Brasil (R$ 55,9 milhões).
Diante disso, o parecer concluiu pela inconstitucionalidade da proposta, afirmando que o projeto carece de estabilidade, transparência e dados mínimos para controle orçamentário, além de tentar delegar competências do Legislativo ao Executivo.
A reportagem da Band Vale entrou em contato com a Prefeitura de Taubaté, que ainda não se posicionou sobre o assunto.
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