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Cemitério de carros: autoridades de Jacareí se manifestam sobre o local

Equipe da Band Vale revela conexões empresariais, sanções da Polícia Civil e o abandono de milhares de veículos às margens da rodovia Carvalho Pinto

REDAÇÃO BAND VALE
REDAÇÃO BAND VALE

09/07/2026 • 09:56 • Atualizado em 09/07/2026 • 09:56

Uma investigação exclusiva da Band Vale revelou detalhes sobre um "cemitério de carros" clandestino localizado às margens da Rodovia Carvalho Pinto, em Jacareí. O pátio, que abriga milhares de veículos abandonados, está sob investigação da Polícia Civil por suspeita de crimes ambientais e fraude à licitação, após ser identificado que uma empresa contratada transferiu o acervo para o local sem autorização e sem possuir alvará de funcionamento ou licenças ambientais.

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Conexões empresariais

A área do pátio está registrada em nome da empresa MTY, locação de máquinas e veículos, ligada ao empresário Thiago da Silva Yoshi. A reportagem da Band Vale identificou que o histórico das empresas de Yoshi é marcado por sanções; a MTY, por exemplo, está impedida de licitar e contratar com o poder público estadual.

Durante as buscas, o paradeiro do empresário se mostrou incerto. O escritório de contabilidade registrado no CNPJ da empresa informou que os responsáveis "sumiram" há anos, deixando inclusive dívidas pendentes. Outro pátio em nome de Yoshi foi localizado em operação em Jacareí, mas funcionários negaram a presença do proprietário e as tentativas de contato direto não tiveram retorno.

Crimes ambientais em Jacareí

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que o pátio clandestino não possui as licenças necessárias para operar como depósito de veículos. A Prefeitura de Jacareí informou que o imóvel é particular e foi interditado por falta de alvará, mas o poder público enfrenta dificuldades para realizar o controle de pragas. O município aplicou multas e a Procuradoria Geral está adotando medidas judiciais para garantir o acesso ao local e evitar contaminações.

Próximos passos e a retirada dos veículos

O caso já repercute na Câmara Municipal, onde vereadores cobram explicações sobre o destino dos automóveis. De acordo com a Polícia Civil, um novo processo licitatório está em andamento para a contratação de uma empresa regularizada que fará a remoção e destinação adequada dos veículos.

A previsão informada pela SSP é que a transferência desse acervo para um pátio devidamente licenciado comece ainda no mês de julho de 2026, logo após a formalização do contrato. Enquanto isso, a prefeitura mantém o local lacrado e monitora outras unidades ligadas ao mesmo grupo empresarial que também apresentam irregularidades cadastrais.

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