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Cesta básica tem quinta queda seguida no Vale do Paraíba e fica 0,36% mais barata em agosto

Confira lista de alimentos que ficaram mais baratos e também os mais caros segundo dados do NUPES da Unitau

Por Redação
REDAÇÃO

02/09/2025 • 17:43 • Atualizado em 02/09/2025 • 17:43

Apesar da queda, preços ainda estão altos em 2025

Apesar da queda, preços ainda estão altos em 2025

Tânia Rêgo/Agência Brasil

A cesta básica ficou 0,36% mais barata no mês de agosto no Vale do Paraíba, marcando a quinta queda consecutiva nos preços dos alimentos. O valor passou de R$ 2.866,20 em julho para R$ 2.855,93 em agosto.

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Os dados foram divulgados pelo NUPES (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Unitau) nesta terça-feira (2) e apontam que a redução se deve à combinação de fatores sazonais, variações nos preços dos alimentos e boa oferta de produtos agropecuários.

O levantamento é realizado semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão. A cidade com a cesta básica mais barata é Taubaté, seguida por São José dos Campos e Caçapava. Já a mais cara é Campos do Jordão.

Apesar da redução no último mês, em 2025 o preço da cesta básica acumula alta de 1,09%.

Confira abaixo os alimentos que ficaram mais caros e o mais baratos:

Os mais baratos

  • Tomate (-16,12%)- A retração foi impulsionada pela entrada de uma nova safra, especialmente nos estados de Goiás e Espírito Santo. O crescimento da oferta reduziu a pressão sobre o atacado;
  • Alho (-13,97%)- A queda reflete a intensificação das importações, com destaque para a China, e a valorização do real, que favoreceu a entrada do produto a preços mais competitivos. O aumento da disponibilidade no atacado pressionou as cotações internas para baixo;
  • Batata Inglesa (-10,63%)- Uma safra robusta no Sul de Minas Gerais e no Paraná, beneficiada por condições climáticas estáveis, gerou elevada produtividade;
  • Cebola (-6,16%)- A maior oferta foi garantida tanto pela colheita de lavouras do Nordeste e Sudeste quanto pelo incremento das importações do Mercosul, assegurando ampla disponibilidade interna e sustentando a trajetória de preços mais baixos
  • Feijão Carioca (-5,20%)- O recuo decorre da entrada da segunda safra no mercado, que ampliou a oferta e reduziu a pressão inflacionária. A estabilidade climática contribuiu para uma colheita mais eficiente;
  • Ovos Brancos (-4,94%)- A produção de ovos registrou crescimento em agosto, superando o ritmo da demanda. A estabilização dos custos de insumos, como milho, permitiu maior escala nas granjas, resultando em pressão baixista sobre os preços.

Os mais caros

  • Abobrinha (+18,10%)- Elevação de preço decorrente da transição de safra, com o encerramento do ciclo produtivo em regiões importantes como São Paulo e Minas Gerais. A redução da oferta e menor produtividade no campo intensificaram a pressão sobre os preços;
  • Cenoura (+17,03%)- A alta foi causada pela redução da rentabilidade para o produtor (especialmente em Minas Gerais), o que levou ao ajuste da área plantada; e por variações climáticas que impactaram a regularidade da colheita. Isso resultou em menor disponibilidade do produto no mercado;
  • Banana Nanica (+8,18%)- O aumento nos preços se deve ao período de entressafra. A menor oferta coincidiu com maior procura nos entrepostos atacadistas de São Paulo, ampliando a pressão de demanda;
  • Banana Prata (+6,28%)- Foi afetada pela redução da disponibilidade em regiões tradicionais de produção, como o Vale do Ribeira (SP), reforçando a tendência de alta;

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