Band Vale

Conselho Tutelar de Guaratinguetá reforça combate ao abuso infantil

Ação realizada na Praça Conselheiro Rodrigues Alves orientou a população sobre prevenção, proteção e canais de denúncia.

FABIANE RIBEIRO | UNIFATEA

20/05/2026 • 15:31 • Atualizado em 20/05/2026 • 15:31

Conselheiros Tutelares: Jonas Cavalca, Leila Pisani, Meire Ferraz Mireli Betti e Eliana Carvalho

Conselheiros Tutelares: Jonas Cavalca, Leila Pisani, Meire Ferraz Mireli Betti e Eliana Carvalho

Jonas Cavalca | Arquivo Pessoal

O Conselho Tutelar de Guaratinguetá realizou, no dia 18 de maio, uma ação de prevenção na Praça Conselheiro Rodrigues Alves para reforçar o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Compartilhar

A ação teve como objetivo orientar a população sobre a importância da denúncia, da proteção e do cuidado com crianças e adolescentes. A data integra a campanha nacional de enfrentamento à violência sexual infantojuvenil e busca chamar a atenção da sociedade para a responsabilidade coletiva na garantia dos direitos desse público.

Segundo a conselheira tutelar Mireli Betti, o diálogo dentro de casa é uma das principais formas de prevenção. Para ela, pais e responsáveis devem manter uma relação de confiança com os filhos, com orientação, escuta e acompanhamento: “o diálogo favorece a proteção e intensifica os cuidados. Os pais e responsáveis têm o dever de proteger e zelar pela integridade física e psicológica dos filhos, mantendo-os instruídos e supervisionados, sem sufocar, mas com cuidado afetivo”, afirmou.

Desafios no combate

  • subnotificação dos casos
  • a dificuldade de identificação precoce dos abusos
  • necessidade de maior integração entre os serviços da rede de proteção
  • falta de conscientização da população sobre sinais de violência e formas de denúncia

Para a conselheira tutelar Eliana Carvalho, a internet também ampliou os riscos de exploração infantil, principalmente por facilitar o contato de criminosos com crianças e adolescentes por meio de redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens:

“Entre os principais perigos estão o aliciamento virtual, a divulgação de imagens íntimas, o cyberbullying e a exploração sexual infantil. Por isso, é essencial a orientação da família, o acompanhamento do uso da internet e ações de conscientização nas escolas e na sociedade”, destacou.

O conselheiro tutelar Jonas Cavalca reforça que o enfrentamento à violência infantil depende do trabalho conjunto entre Conselho Tutelar, escolas, saúde, assistência social, segurança pública e famílias: "a escola contribui observando mudanças de comportamento e dificuldades no desenvolvimento; a saúde atua no diagnóstico e tratamento; a assistência social oferece suporte às famílias em situação de vulnerabilidade; e o Conselho Tutelar aplica medidas de proteção e acompanha os casos”, explicou.

Ainda segundo Jonas, a violência sexual infantil é uma realidade grave e preocupante, que exige atuação integrada da rede de proteção. Ele destaca que, embora não existam muitos dados públicos específicos do município, o tema é tratado como prioridade pelos órgãos responsáveis.

Como denunciar

Casos de suspeita ou confirmação de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados ao Conselho Tutelar, à Polícia Militar, pelo 190, ou pelo Disque 100, serviço nacional gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Tópicos relacionados