Band Vale

Vorcaro será transferido de Potim para Penitenciária Federal em Brasília

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, chegaram à Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (5)

Redação Band Vale
REDAÇÃO BAND VALE

06/03/2026 • 08:06 • Atualizado em 06/03/2026 • 08:06

Vorcaro será transferido de Potim para Penitenciária Federal em Brasília

Vorcaro será transferido de Potim para Penitenciária Federal em Brasília

Reprodução/Banco Master

Preso em Potim, no interior de São Paulo, Daniel Vorcaro deve ser transferido na manhã desta sexta-feira (6), para Penitenciária Federal em Brasília. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a imediata transferência do empresário.

Compartilhar

A medida atende a uma representação da Polícia Federal, que aponta a necessidade de um regime de segurança mais rigoroso para o dono do banco Master. Segundo a decisão, a permanência de Vorcaro em um presídio estadual em São Paulo representava riscos à segurança pública e à eficácia das investigações.

A Polícia Federal argumentou que o investigado possui "significativa capacidade de articulação e influência" sobre diversos atores nos setores público e privado.

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, chegaram à Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (5). A transferência aconteceu após decisão judicial que manteve, em audiência de custódia, as quatro prisões relacionadas ao caso.

Vorcaro, voltou a ser preso durante a terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4). A prisão do banqueiro foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação Compliance Zero apura a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Quem é Daniel Vorcaro

Daniel Bueno Vorcaro, que nasceu em 6 de outubro de 1983, em Belo Horizonte (MG), pertence a uma geração de empreendedores que ampliou sua atuação para setores financeiros, tecnológicos e corporativos.

Formado em Economia, com MBA em Finanças pelo IBMEC de Belo Horizonte, Vorcaro construiu sua trajetória profissional atuando em diferentes negócios e investimentos antes de assumir posições de destaque no sistema financeiro. Essa experiência prévia o preparou para liderar operações de maior porte e complexidade.

Daniel Vorcaro é presidente do Banco Master, instituição financeira que ganhou projeção no mercado brasileiro após um processo de reestruturação iniciado em 2018.

Na época, ele conduziu a transição do Master para o formato atual, com nova identidade, foco estratégico e expansão de produtos e serviços. Sob sua gestão, o Master passou a investir em governança ativa, tecnologia e crédito, buscando posicionar-se entre os bancos de maior crescimento do país.

Operação Compliance Zero

Em novembro, o ex-presidente do BRB e Daniel Vorcaro foram alvos da primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados.

Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a falência da instituição de Vorcaro.

As investigações começaram em 2024, depois que o Ministério Público Federal requisitou que se investigasse a possível fabricação de carteiras de crédito falsas por uma instituição financeira.

Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada, informou a PF na ocasião.

Vorcaro foi detido um dia após a Fictor Holding Financeira ter anunciado que compraria o Master.

Na segunda fase da operação, deflagrada em janeiro, a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também houve medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões.

A operação tem como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, além de recuperar ativos.

Tópicos relacionados