
Embraer se defende de acusações feitas pelos EUA sobre o Brasil
Divulgação/ Embraer
A Embraer afirmou ao governo norte-americano que impor restrições a importação da empresa seria "diretamente contrário aos interesses" dos próprios americanos.
Apesar de ter ficado de fora do tarifaço de 50% anunciado pelo governo Trump contra o Brasil, a Embraer foi atingida por uma alíquota de 10% e entrou no alvo de uma investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil, no âmbito da chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
No documento, a Embraer alega que nenhuma das acusações feitas pelo governo americano tem relação com a empresa. A carta, assinada pelo presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, lembra que, historicamente, o Brasil aplica tarifa zero para produtos aeronáuticos civis em seus acordos comerciais.
A fabricante de aeronaves também destacou que mantém operações relevantes nos Estados Unidos, empregando 12 mil e 500 pessoas no país – sendo 2 mil e 500 empregos diretos e outros 10 mil na cadeia de fornecedores. A expectativa é de geração de mais 5 mil postos de trabalho nos próximos cinco anos.
A Embraer ressaltou ainda que 88% dos seus acionistas estão sediados nos Estados Unidos e que 44% de suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York. Segundo a empresa, suas operações de produção de jatos executivos em Melbourne, na Flórida, geram mais de 600 milhões de dólares em exportações por ano, e a companhia mantém presença tributável em 32 estados americanos.
A empresa também afirmou que suas aeronaves transportam 100 milhões de passageiros por ano nos Estados Unidos, o equivalente a 10% de todo o tráfego aéreo do país. Hoje, mais de 2 mil aeronaves comerciais da Embraer operam em território norte-americano, atendendo companhias como American, Delta, United e Alaska Airlines.
Por fim, a Embraer reforçou que também apoia a defesa nacional dos Estados Unidos. A companhia destacou que deve ampliar os investimentos no país caso o cargueiro KC-390 seja selecionado pela Força Aérea Americana. Em suas palavras, “a Embraer e a EAH contribuem significativamente para o fortalecimento da aviação e da economia dos EUA”.
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