
Eolor, plataforma de entretenimento criada pelo jornalista ARTH.
Foto: Any Duarte.
Em um mundo cada vez mais conectado, é praticamente impossível imaginar o cotidiano sem o impacto das redes sociais. Apenas no Brasil, estima-se que mais de 140 milhões de pessoas façam uso diário do Instagram. Diariamente, somos apresentados a uma imensidão de influenciadores e criadores de conteúdo que se expandem em diferentes nichos. Do micro ao mega, há de tudo — inclusive perfis de entretenimento, páginas que moldam as conversas sobre o que é ou não relevante nas redes. É nesse contexto que entra em cena o trabalho de um jovem jornalista: Arthur Anthunes, ou simplesmente ARTH, como é conhecido digitalmente. Em meados de 2020, buscando criar um espaço seguro para contar histórias negras, ele criou o eolor — revista digital que, anos depois, se tornaria uma das plataformas mais respeitadas e interessantes da nova geração de criadores de conteúdo.
O grande diferencial do eolor está na leveza inspiracional dos conteúdos. O perfil fala sobre tudo que é tendência na internet, mas com uma curadoria precisa. O alcance apenas no Instagram ultrapassa 70 milhões de pessoas por mês, com mais de meio milhão de seguidores ativos nas redes. Uma pesquisa rápida e é possível conferir que nomes internacionais como Kylie Jenner e Sofía Vergara já se aproximaram dos textos criados de forma meticulosa pelo eolor. Um toque direto no feed e encontramos publicações exclusivas de grandes estúdios como Sony Pictures, Universal Pictures, ou ainda menções e comentários elogiosos de nomes consagrados como Patricia Pillar, Carol Castro, Zezé Motta e até da Ministra da Cultura, Margareth Menezes.
“Minha ideia inicial era criar um perfil humanizado de entretenimento, como uma revista, dando destaque para produções negras. Eu queria um nome que fosse curto, que causasse estranhamento, porque, na minha cabeça, faria as pessoas se lembrarem com maior facilidade — e aí surgiu ‘eolor’, derivado de Éolo, deus dos ventos na mitologia grega. Sempre adorei essas coisas”, diz ARTH, que relata com orgulho seu crescimento e atual fase ao lado da Banca Digital, empresa pioneira no agenciamento de perfis de entretenimento. “Tinha uma ideia de que, assim como o vento de Éolo levava coisas, o meu eolor levaria informações”.
Além do aspecto comercial bem-sucedido, o eolor se tornou referência para artistas e grandes marcas, que enxergam no perfil um espaço publicitário seguro e autêntico — qualidades cada vez mais raras no mercado. E é justamente a originalidade e a ética que dão o tom aos conteúdos. Em intervalos curtos ao longo do dia, é possível conhecer histórias inspiracionais de jovens cientistas de Uganda, os looks que estão em alta no mundo da moda ou as músicas que estão dominando as paradas.
O respeito no mercado e a visão criativa do eolor
O público do eolor é diverso — e talvez esse seja outro ponto poderoso. Mas, claro, todo sucesso também traz desafios. O maior deles, para quem cria conteúdo noticioso de entretenimento nas redes, é o de não cair nos ciclos de fake news em busca de engajamento. ARTH afirma que ética é um pilar do qual não abre mão.“Levei muito tempo para construir uma comunidade segura e pretendo seguir dessa forma, mesmo com todas as variações de algoritmo, que também é outro desafio. Nós temos uma média de produção de dez conteúdos por dia, com cuidado em torno do texto, produção de layout, criação de vídeo, imagem, roteiro e edição. Esse preciosismo em torno da criação de conteúdo é algo que considero fundamental e faz toda a diferença para o meu público.”
ARTH, criador do eolor. Fotos: Vinicius Marques.
Mas, além de seguidores fiéis, o eolor, sob a persona do jovem jornalista negro, também acumulou uma legião de fãs que torcem pelo seu sucesso.
Mais do que um perfil de entretenimento, o eolor se tornou um ponto de encontro entre cultura, representatividade e pensamento crítico. Ao unir inteligência editorial, sensibilidade estética e compromisso com narrativas plurais, ARTH conseguiu transformar o conteúdo digital em ferramenta de impacto positivo. O perfil hoje é referência nacional não só por antecipar tendências e viralizar assuntos, mas por conduzir conversas que moldam o imaginário coletivo — seja sobre arte, política, música ou identidade. Em tempos de ruído constante nas redes, o eolor prova que é possível ser relevante, responsável e inspirador ao mesmo tempo.
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