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Escoliose em crianças e adolescentes pode surgir sem dor; veja sinais

No mês de conscientização sobre a escoliose, pais e responsáveis são orientados a observar assimetrias nos ombros, costas, cintura e no caimento das roupas.

FABIANE RIBEIRO — UNIFATEA

26/06/2026 • 16:19 • Atualizado em 26/06/2026 • 16:19

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A escoliose é uma alteração na coluna vertebral que pode formar uma curvatura em “C” ou em “S”. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), entre os tipos da condição, a escoliose idiopática é a mais comum, representa cerca de 80% dos casos e costuma ser identificada principalmente durante a infância e a adolescência, fase em que o corpo passa pelo crescimento.

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Segundo o médico ortopedista Rodrigo Maringoni, especialista em patologias da coluna vertebral do Instituto Unique, a condição é mais comum entre meninas e costuma surgir entre os 10 e 14 anos de idade. Apesar de poder causar mudanças visíveis na postura, a escoliose nem sempre provoca dor, e esse é um dos principais pontos de atenção para pais e responsáveis.

Entre os sinais de alerta estão um ombro mais alto que o outro, escápula mais saliente de um lado, curvatura em formato de “S” na coluna, cintura torta ou assimétrica e diferença no caimento das roupas no corpo da criança ou adolescente.

Um teste simples também pode ajudar a identificar possíveis alterações em casa.

“Peça para que sua criança se incline para frente. Se um lado das costas ficar mais alto que o outro, vale a pena procurar um médico especialista em coluna”, orienta Maringoni.

A causa da escoliose idiopática ainda não é totalmente conhecida, e o diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar que a curvatura evolua sem identificação. Dependendo do grau da curva, o tratamento pode variar entre acompanhamento médico, fisioterapia, fortalecimento muscular, uso de coletes ortopédicos ou, em casos mais graves, avaliação cirúrgica.

O médico também destaca que hábitos como má postura, uso de celular ou mochila pesada não causam escoliose. Ainda assim, observar mudanças no corpo da criança e buscar acompanhamento médico diante de qualquer sinal de assimetria são atitudes importantes para a saúde da coluna.

A escoliose não deve ser motivo de pânico, mas também não deve ser ignorada. A observação e o diagnóstico precoce são fundamentais para garantir acompanhamento adequado e mais qualidade de vida aos pacientes.

Rodrigo Maringoni, médico ortopedista especialista em coluna vertebral.

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