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Gasolina terá 32% de etanol: veja o impacto no preço e o que muda

A medida faz parte da estratégia para reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado internacional, diminuir a dependência da importação de combustíveis e ampliar o uso de biocombustíveis no país.

REDAÇÃO BAND VALE
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16/07/2026 • 07:54 • Atualizado em 16/07/2026 • 07:54

O governo federal decidiu aumentar de 30% para 32% o percentual de etanol misturado à gasolina. A medida faz parte da estratégia para reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado internacional, diminuir a dependência da importação de combustíveis e ampliar o uso de biocombustíveis no país.

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A decisão ocorre em meio à instabilidade no mercado global de energia, provocada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã. O bloqueio de portos iranianos e as ameaças de interrupção da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, impulsionaram a cotação do barril e aumentaram a pressão sobre os preços dos combustíveis. No Brasil, o cenário também contribui para o avanço da inflação, com reflexos sobre o custo do transporte de cargas, da logística e de setores como a indústria automobilística e a aviação.

Para a maior parte dos motoristas brasileiros, a mudança não deve provocar impactos no funcionamento dos veículos. Isso porque os modelos flex, que representam a maior parcela da frota nacional, são desenvolvidos para operar com diferentes proporções de gasolina e etanol.

Já os proprietários de veículos mais antigos ou equipados exclusivamente com motores a gasolina devem ficar atentos. Especialistas explicam que o etanol possui menor capacidade de lubrificação do que a gasolina e apresenta maior afinidade com a umidade do ar, características que podem acelerar o desgaste de componentes internos do motor, como peças metálicas, mangueiras e itens de borracha, principalmente em automóveis que não foram projetados para concentrações mais elevadas do biocombustível.

Etanol

O etanol anidro é um biocombustível produzido a partir de matérias primas renováveis — cana de açúcar e milho — e, por determinação legal, é misturado à gasolina antes de sua distribuição aos postos de combustíveis.

O percentual dessa mistura é definido pelo CNPE, observando critérios técnicos, regulatórios e de abastecimento.

“Paralelamente à implementação da medida, seguem em andamento, no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, estudos para avaliação de misturas com percentuais superiores de etanol, incluindo o E35. Os ensaios têm como foco a análise da durabilidade de componentes e dos efeitos da utilização do combustível em longo prazo”, finalizou.